Quando falamos de alguns assuntos temos de ter alguma noção da realidade. Em 2016 fiz uma candidatura para colocar painéis solares na quinta e efectuar uma charca através da Grupo de Acção Local (Gal) Adiber, que compreende os concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil e Góis.
Este tipo de organizações existe para a economia local e está distribuído por vários concelhos, segundo dizem para dar um apoio mais local e directo aos empresários. Pois esta semana acabou o processo e o calvário. Conheci os técnicos da Adiber pela primeira vez este ano e que demonstraram grande capacidade para o trabalho que fazem, mas não posso entender como uma candidatura de 2016 só se finaliza em 2023.
Normalmente estes projectos são feitos em dois anos, mas houve o Covid e mesmo com isso, que fossem três anos, mas foram sete anos e dizem por aí que estes Gal’s servem para apoiar os empresários locais… Mas quais? Será que a culpa é dos técnicos ou dos directores. Para que queremos estes Gal’s (que segundo me transmitiu a ministra da Agricultura em Penalva do Castelo vão passar para as CIM’s), se elas estrangulam a economia. Obviamente que existirão alguns casos de sucesso, mas são poucos e não têm evolução técnica na sua área (dou como exemplo a aquisição de viaturas).
O mais grave é que os grandes custos dessas organizações não são com os técnicos, mas com os políticos que deveriam exercer o lugar de borla e são eles que podem acelerar o funcionamento destes organismos. Com organismos assim não há quem resista. E possa adiantar que existem vários empresários há anos à espera para encerrar projectos e à espera de receber o dinheiro prometido e devido.
Se fossem aplicar juros, não haveria dinheiro.
Existem algumas Gal’s que excepcionalmente trabalham bem no país e com rapidez, porque no mundo dos negócios, dias são anos de atraso.
Esperemos que rapidamente estingam estes órgãos que não funcionam e que caso vão para as CIM’s, que façam eleições em cada CIM através do voto das populações e não atropelem os técnicos, porque são mais importantes os técnicos que os políticos. Ontem já era tarde. Todos poupamos.
Autor: Nuno Tavares Pereira