O município de Oliveira do Hospital entregou hoje um voto de Louvor e Reconhecimento ao jornalista José Travassos de Vasconcelos. Esta distinção foi aprovada, por escrutínio secreto, com 31 votos e distingue um jornalista com raízes na Freguesia de Penalva de Alva, mais propriamente na Moita, uma vez que os seus avós paternos foram na década de trinta para Arganil, onde se instalaram com uma pequena oficina de canastreiro.
Mas José Travassos de Vasconcelos, nasceu no bairro da Barreira, a dois passos do centro da vila de Arganil, a 23 de Novembro de 1945. Ainda menino o moço começou a trabalhar como pastor, guardando umas cabras e ovelhas que o seu pai, antigo canastreiro, possuía. Depois de sair da escola, em 1957, de Setembro a Dezembro do mesmo ano foi ajudante cerâmico, na Cerâmica da Portelinha, a carregar tijolos e telhas a sair das máquinas para as colocar a secar ao sol, e só depois eram transportadas para o forno.
No dia 2 de Janeiro de 1958 entrou para as oficinas do Jornal de Arganil (saiu em 2006) com a Carteira Profissional de Tipógrafo, cujo exame ocorreu em Coimbra, nos baixos da Câmara Municipal, a prova escrita e a prova prática na Gráfica do Seminário, onde eram impressos todos os jornais paroquiais da região.
No início da década de 80, obteve a Carteira Profissional de Jornalista, apenas com a quarta classe, cuja responsabilidade de deveu ao então proprietário do Jornal de Arganil, João Oliveira, que depois o “obrigou” a exercer o cargo de Chefe de Redacção. Saindo dali, foi convidado pelo Presidente da Câmara Municipal de Arganil, na altura Ricardo Pereira Alves, para colaborar no Boletim Municipal, onde esteve de 2007 a 2008.
Passando um ano em branco, foi convidado nos finais de Dezembro de 2009, por José Dias Coimbra, para fazer parte do elenco jornalístico de A Comarca de Arganil, onde se manteve até há pouco tempo.
Mas antes, de 1967 a 1969, percorreu o sertão africano, em missão de soberania, concretamente em Moçambique, como telegrafista (Distritos de Cabo Delgado, Tete e Manica e Sofala). Ali, sobretudo em Montepuez, ainda chegou a ser professor em termos de ditados e redacções, para que alguns indígenas e camaradas, que não tinham a quarta classe, a tirassem, para depois obterem a Carta de Condução.
Já em Tete, num acto de amizade, foi no lugar de um colega de Olhão, para uma operação em Gago Coutinho, fronteira com a Zâmbia, com receio de não poder ver já a esposa e duas filhas, no seu regresso. Andou por lá mais de quinze dias, sem a sua família nada saber dele.
Em termos associativos, faz parte das seguintes instituições locais: Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária de Arganil; Grupo Desportivo Argus; Filarmónica Arganilense (mais de trinta anos); Bombeiros Voluntários Argus; Coro da Paróquia de Arganil, do tempo do saudoso Prof. José Ramos Mendes; Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Arganil e da Casa da Comarca de Arganil.
Actualmente faz parte da Associação dos Combatentes do Concelho de Arganil, do Núcleo Sportinguista do Concelho de Arganil e foi ainda membro da Delegação da Comissão Melhoramentos de Meda de Mouros.
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