Correio da Beira Serra

Paulo Seco, um dos elementos que poderá “ter incentivado” um incidente em Oliveira do Hospital, é o cabeça de lista do Chega por Coimbra nas legislativas

O Chega anunciou que Paulo Seco, presidente da Distrital de Coimbra, será o cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Coimbra nas próximas eleições legislativas. A decisão foi comunicada por André Ventura, presidente do partido, durante uma conferência de imprensa realizada na sede do Chega, em Lisboa.

Seco sucede a António Pinto Pereira, que foi o cabeça de lista por Coimbra nas legislativas de 2024, mas que, agora, ficará de fora das listas do partido. O presidente do Chega não forneceu detalhes específicos sobre os motivos da exclusão de Pinto Pereira e de Henrique de Freitas, que também foi afastado da candidatura por Portalegre. André Ventura apenas afirmou que se tratavam de decisões tomadas com base nas necessidades do partido e no perfil que pretende para os próximos anos.

Paulo Seco, recorde-se, ficou conhecido pelo incidente envolvendo João Rogério Silva, conselheiro do partido e líder da concelhia de Oliveira do Hospital na altura dos acontecimentos. João Silva está actualmente acusado pelo Ministério Público de crimes de dano e ameaça agravada contra António José Cardoso, candidato à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital pelo Chega. Em uma publicação interna no portal do Chega, citada pelo Jornal de Notícias, João Rogério Silva admitiu que cometeu “um tresloucado acto”, acrescentando que foi Paulo Seco quem o incentivou a agir dessa forma. “Foi ele que me impulsionou, encorajou e incentivou a cometer o acto”, declarou.

Paulo Seco, por sua vez, afirmou ao JN que tomou conhecimento do incidente “por intermédio de grupos da internet” e, por esse motivo, nunca afastou João Silva da Concelhia de Oliveira do Hospital. No entanto, o presidente da Distrital de Coimbra admitiu ter feito uma participação ao Conselho de Jurisdição do Chega contra António Cardoso, devido a acusações deste de que Seco teria sido o impulsionador do crime. Esta situação revela que o partido de André Ventura já tinha tomado conhecimento do caso, mas João Silva manteve-se no cargo que ocupava.

Em relação às mudanças nas listas do Chega, André Ventura explicou que as decisões de afastamento de alguns dirigentes foram tomadas com o intuito de reforçar o partido nas próximas legislativas. O Chega parte para estas eleições com a ambição de “reforçar a sul as suas vitórias e alcançar a consolidação e eventuais vitórias no centro e no norte do país”, afirmou Ventura.

A quatro meses das eleições, o Chega prepara-se para as suas quartas legislativas. O partido fundado em 2019 e que se apresentou pela primeira vez nas legislativas desse ano, elegeu um deputado. Em 2022, subiu para 12 eleitos, e em 2024 tornou-se a terceira maior força parlamentar, com 50 deputados.

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