Correio da Beira Serra

Penalva do Castelo acolhe hoje a XXVII edição da Feira da Maçã Bravo de Esmolfe

Penalva do Castelo recebe hoje a XXVII edição da Feira da Maçã Bravo de Esmolfe, que irá decorrer no Largo de St. Ildefonso. Este evento é promovido Câmara Municipal em colaboração com a Junta de Freguesia de Esmolfe e adquiriu maior importância a partir do dia 21 de Setembro de 2004, data em que a maçã Bravo de Esmolfe passou a ser considerada um produto DOP (Denominação de Origem Protegida), algo que, segundo a autarquia, foi o reconhecimento da especificidade deste produto, único e inconfundível.

“Com o actual enquadramento legal, a maçã Bravo de Esmolfe é um produto, que só pode ser comercializado, com a referida denominação, se ostentar a respectiva certificação, o que implica um rigoroso controlo das condições de produção, embalagem e comercialização. A Feira da Maçã Bravo de Esmolfe é também um momento privilegiado para sensibilizar os produtores para a necessidade de cumprirem as normas conducentes à certificação. E pretende dar um impulso na divulgação e promoção das potencialidades endógenas do concelho de Penalva do Castelo. De facto, a maçã Bravo de Esmolfe, o Queijo Serra da Estrela, os vinhos ‘Dão de Penalva do Castelo’” constituem a ‘trilogia de excelência produtiva’ do concelho de Penalva do Castelo. Em virtude da especificidade e das suas qualidades, estamos perante produtos, em termos económicos, de alto valor acrescentado, que, aliados à riqueza do património histórico-cultural, podem desempenhar um importante papel no desenvolvimento sustentável do concelho”, refere.

O programa do evento teve início pelas 09h00 da manhã, com o 2.ª Trail Maça Bravo de Esmolfe, e o recinto da feira abriu pelas 10h00, contando com cerca de duas dezenas de produtores de maçã. Destaque ainda para o VII concurso ‘Delicia de Maçã Bravo de Esmolfe’ marcado para as 14h30. Em termos de animação a organização convidou este ano os Sons do Minho, que actuarão pelas 16h00.

A Maça de Bravo Elmolfe é uma maçã de conservação prolongada e particularmente perfumada. O facto de ser uma variedade autóctone permite-lhe uma perfeita integração nas condições edafoclimáticas da região. Esta variedade regional, conhecida desde o séc. XVIII, é originária da aldeia de Esmolfe (Penalva do Castelo) e terá sido obtida a partir de uma árvore proveniente de semente. Como os seus frutos são muito apreciados, obtiveram-se enxertos que disseminaram esta variedade por várias zonas de produção frutícola, especialmente na Região da Beira Alta e em parte da Cova da Beira.

A área geográfica de produção está circunscrita aos Concelhos de: Aguiar da Beira, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Pinhel, Seia, Trancoso do distrito da Guarda; Covilhã, Belmonte, Fundão, do distrito de Castelo Branco; Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital, do distrito de Coimbra; Tondela, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão, Aguiar da Beira, Viseu, S. Pedro do Sul, Vila Nova de Paiva, Castro Daire, Sernancelhe, Penedono, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego e Armamar, do Distrito de Viseu.

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