Correio da Beira Serra

Piloto de Vila Nova de Poiares procura surpreender no Rally de Portugal

O piloto de Vila Nova de Poiares, Gonçalo Henriques, parte para o Rally de Portugal com a motivação acrescida de competir perto da sua zona e com a ambição de discutir uma boa posição no Campeonato de Portugal de Ralis. Para a dupla formada com a navegadora Inês Veiga, a presença no maior rali nacional ganha um peso especial pela proximidade ao público, à família e aos amigos.

O Rally de Portugal tem partida marcada para quinta-feira, 7 de Maio, em Coimbra. Para os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis, a prova conta apenas nas etapas de quinta e sexta-feira, disputadas em pisos de terra da região Centro.

O Team Hyundai Portugal chega a esta segunda ronda do campeonato depois de uma entrada forte no Rali Terras d’Aboboreira. As duas duplas mostraram andamento competitivo no Hyundai i20 N Rally2 e mantêm a equipa na luta pelo tetracampeonato de pilotos.

Gonçalo Henriques olha para esta participação com orgulho redobrado. “O Rally de Portugal é muito especial para mim e para a Inês por passar na nossa zona. Todos os meus amigos, a minha família e todas as pessoas que me conhecem desde sempre vão estar a apoiar-me à beira da estrada e isso representa sempre uma motivação extra. Para além disso, é um orgulho enorme estar à partida da prova”, afirma o piloto.

A proximidade ao território não altera, porém, a prudência com que a dupla olha para a prova. Gonçalo Henriques espera pisos muito degradados quando chegar a sua vez de passar nas classificativas e admite que a gestão do andamento será decisiva. “Vamos ter de fazer um rali com muita cabeça”, resume, depois de um teste de preparação que permitiu adaptar o carro aos pneus e às condições esperadas.

O piloto de Vila Nova de Poiares sabe que o Rally de Portugal raramente perdoa excessos. “Teremos de ser inteligentes e encontrar um ritmo rápido, mas controlado. Evitar furos e impactos nas pedras será fundamental, porque sabemos que é algo muito fácil de acontecer neste rali. Se conseguirmos fazer uma prova limpa, sem problemas, acredito que podemos lutar por uma boa posição”, acrescenta.

Na mesma equipa, o piloto de Viseu, Hugo Lopes, e a navegadora Magda Oliveira chegam igualmente motivados, depois do andamento mostrado no Rali Terras d’Aboboreira. Para Hugo Lopes, competir no Rally de Portugal é regressar “à maior prova desportiva em Portugal e a um dos melhores ralis do mundo”, agora com a possibilidade de medir forças de forma mais directa com pilotos do Mundial na mesma categoria.

O piloto de Viseu também antecipa uma prova de resistência. “Esta vai ser uma prova mais de consistência e resistência do que de pura rapidez”, afirma, sublinhando a importância de evitar furos, proteger a mecânica e chegar ao fim das secções longas sem assistência longe dos problemas.

A acção competitiva começa na quinta-feira com três classificativas, incluindo as especiais de Águeda/Sever e Sever/Albergaria, antes da superespecial urbana da Figueira da Foz. Na sexta-feira, o rali entra nos troços de Mortágua, Arganil, Lousã e Góis, numa jornada longa, técnica e com elevado potencial de desgaste.

É nesse segundo dia que a prova deverá ganhar maior dureza para as contas do campeonato nacional. Entre pisos degradados, pedra solta e longos quilómetros sem assistência, a gestão do andamento, dos pneus e da mecânica poderá fazer diferença no resultado final.

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