Correio da Beira Serra

PJ faz detenções por crime de incêndio florestal em Aveiro, Santo Tirso e Valongo, incluindo quatro elementos de uma Junta de Freguesia

Funcionário público detido na região de Viseu por apropriação de objectos apreendidos judicialmente

A PJ deteve nas últimas horas vários suspeitos de provocarem incêndios.  Em Aveiro deteve um indivíduo de 55 anos que já cumprir pena de prisão pelo crime de incêndio. Em Santo Tirso, a PJ deteve um homem de 50 anos, suspeito da autoria de um crime de incêndio florestal, na localidade de Refojos de Riba de Ave. Já em Valongo, a PJ, com a colaboração da GNR, identificou e constituiu arguidos quatro funcionários da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Campo e Sobrado, concelho de Valongo, pela presumível autoria de um incêndio florestal.

Em Aveiro, foi identificado e detido, fora de flagrante delito, um homem de 55 anos, presumível autor de um crime de incêndio florestal ocorrido na madrugada do passado dia 15 de Setembro, em Cacia, Aveiro. O incêndio foi provocado com recurso a chama directa, tendo ocorrido numa zona de extensa mancha florestal, onde nas proximidades se encontravam várias habitações e instalações industriais. Só não atingiu grandes dimensões, refere a PJ, graças à pronta detecção e combate do mesmo.

O agora detido é também suspeito de, num passado recente, ter ateado, nas proximidades, pelo menos outros dois fogos, designadamente no Monte do Paço e em Mataduços.

A PJ explica que não foi possível determinar qualquer motivação racional ou explicação plausível para a prática dos factos em investigação. Refere, porém, que o detido revela uma propensão para a repetição do comportamento incendiário, tendo inclusive cumprido já pena de prisão pelo mesmo tipo de crime.

O detido será presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação de medidas de coacção.

Em Santo Tirso, a Polícia Judiciária, através da Directoria do Norte, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana de Santo Tirso, procedeu no dia de ontem, à identificação e detenção, fora de flagrante delito, de um homem de 50 anos, suspeito da autoria de um crime de incêndio florestal, na localidade de Refojos de Riba de Ave, em Santo Tirso.

“Alegando que apenas pretendia queimar lixo, o que é proibido pela actual declaração de situação de alerta no nível máximo, o suspeito terá provocado o incêndio com recurso a chama directa e colocou em perigo uma mancha florestal significativa, bem como para vários edifícios, essencialmente habitações instaladas na orla da mancha florestal.

O detido, residente na área, e sem antecedentes criminais neste tipo de crime, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coacção.

Em Valongo, a PJ, com a colaboração da GNR, identificou e constituiu arguidos quatro funcionários da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Campo e Sobrado, concelho de Valongo, pela presumível autoria de um incêndio florestal ocorrido na localidade de Campo, que consumiu cerca de um hectare de mancha florestal e causou danos em viaturas e unidades fabris.

Das diligências realizadas pela PJ, apurou-se que o incêndio foi originado pela utilização indevida de máquinas agrícolas, uma moto-roçadoura de disco metálico, cuja utilização é proibida quando o índice de perigo de incêndio rural se encontra a um nível máximo ou mesmo muito elevado. O incêndio causou ainda graves prejuízos para a circulação ferroviária na linha do Douro, com paralisação da circulação durante cerca de uma hora.

Os arguidos, sem antecedentes criminais, prestaram termo de identidade e residência e foram interrogados sobre os factos em investigação.

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