Correio da Beira Serra

PJ investiga possíveis mandantes de alegado rapto e roubo em Viseu

Polícia Judiciária deteve mulher que tentava introduzir haxixe na prisão de Coimbra

Os cinco suspeitos detidos por alegado rapto e roubo a um intermediário financeiro em Viseu ficaram em prisão preventiva, após primeiro interrogatório judicial. A Polícia Judiciária (PJ) continua a investigação ao caso, avançando que os detidos poderão pertencer a uma célula de executantes, enquanto decorrem diligências para identificar eventuais mandantes.

Numa conferência de imprensa realizada esta manhã em Coimbra, o director da PJ do Centro, Avelino Lima, afirmou que os quatro estrangeiros detidos – um sul-americano e três europeus de países não comunitários – terão vindo a Portugal com o objectivo exclusivo de raptar a vítima e extorquir-lhe valores financeiros. A quinta detida, uma mulher portuguesa, terá desempenhado um papel de articulação com os restantes suspeitos.

“Certamente também haverá mandantes, partes interessadas, porque o objectivo desta organização era recolher fundos de elevados valores. Temos de perceber quem são os responsáveis por este crime extremamente grave”, afirmou o director da PJ do Centro.

De acordo com a investigação, os suspeitos procuravam obter valores que poderão ascender a milhões de euros, através de activos financeiros, moeda virtual e fundos. “Temos de perceber a real dimensão do montante envolvido e, acima de tudo, qual a sua origem”, explicou Avelino Lima.

O crime ocorreu a 19 de Fevereiro, quando a vítima, um intermediário financeiro de 42 anos residente em Viseu, foi raptada à chegada a casa e levada para um hotel da cidade, onde permaneceu sob coacção e violência até ao dia seguinte. Nesse período, foi forçada a deslocar-se a uma instituição bancária, onde conseguiu alertar os funcionários, levando à intervenção das autoridades.

Avelino Lima destacou a gravidade do crime e a sua raridade em Portugal, sublinhando que a forma de actuação dos suspeitos demonstra um nível de organização pouco comum no país. “Falamos de um grupo que se deslocou propositadamente a território nacional para esta missão criminosa, actuando com uma capacidade pouco corrente em Portugal”, referiu.

A PJ já apurou que o suspeito sul-americano tem antecedentes criminais no seu país de origem, enquanto os três europeus também possuem um histórico de crimes violentos. A investigação decorre em cooperação com autoridades policiais internacionais.

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