A Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra levou no final das buscas realizadas no ‘Reino do Pineal’, em Oliveira do hospital, onde morreu uma criança alegadamente por falta de cuidados médicos, um bebé para ser registado. O bebé, que foi levado com a mãe para ser registado, deve regressar ainda hoje ao “Reino”. Recorde-se que a investigação da PJ incide sobre o menino que morreu sem nunca ser registado e cujo corpo terá sido cremado e as cinzas lançadas ao rio Mondego.
Há quatro crianças no ‘Reino do Pineal. O espaço está limpo. As autoridades deixaram as crianças ficar neste local enquanto a investigação continua. No local não foram encontradas armas, mas apenas pequenas quantidades de droga produzidas no local.
Todos garantem estar de livre vontade. Para já a investigação incide sobre os crimes de homicídio negligente ou por omissão e profanação de cadáver. Não houve detenções durante as buscas que foram acompanhadas por um magistrado do Ministério Público de Coimbra.
A operação foi de grande envergadura e foram batidos todos os lugares. Os militares da GNR isolaram a zona e cortaram estradas. Um casal de nacionalidade estrangeira aproveitou e aproximou-se das autoridades e jornalistas, acusando os elementos da seita como sendo autores de vários furtos de fruta e legumes em terrenos na localidade da Póvoa de S. Cosme, na vizinha freguesia de Ervedal e Vila Franca da Beira. Acusações que têm sido frequentes.
O ‘Reino do Pineal’, que se auto proclamou independente, é uma seita nascida em 2020 que criou a sua sede numa zona rural do da freguesia do Seixo da Beira, no concelho de Oliveira do Hospital. O terreno pertence ao futebolista internacional dinamarquês Pione Sisto que promete continuar a patrocinar a seita.
O Reino do Pineal
