Ouve-se o silêncio junto ao rio
Sob o céu do mundo;
A electricidade da alma
Move a liberdade nas águas límpidas
As paixões cantam sobre as águas
E o corpo estende-se entre as pedras
No perfume natural da liberdade;
Cheira-se a felicidade do sol,
Canta-se incessantemente a vida
E o tempo diminui na moldura montanhesa da aldeia.
Afasta-se o caos com o toque da face na água
E explode-se o vulcão da paz dentro da alma.
Os pássaros cantam como se renascesse a vida
E há-de alguém ouvir a sua melodia
Para se apaixonarem nas margens do rio Alvôco.
