Correio da Beira Serra

Poetizar Alvôco. Autor: Alexandre Relvas.

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Ouve-se o silêncio junto ao rio
Sob o céu do mundo;
A electricidade da alma
Move a liberdade nas águas límpidas

As paixões cantam sobre as águas
E o corpo estende-se entre as pedras
No perfume natural da liberdade;

Cheira-se a felicidade do sol,
Canta-se incessantemente a vida
E o tempo diminui na moldura montanhesa da aldeia.

Afasta-se o caos com o toque da face na água
E explode-se o vulcão da paz dentro da alma.

Os pássaros cantam como se renascesse a vida
E há-de alguém ouvir a sua melodia
Para se apaixonarem nas margens do rio Alvôco.

Autor: Alexandre Relvas

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