A população de Loriga promove na terça-feira, 15 de Setembro, uma “Vigília pela Saúde”, às 20h30, na Praça de Loriga, para chamar a atenção para o encerramento temporário do Polo de Saúde e defender a continuidade dos cuidados de proximidade. A iniciativa decorre sob o lema “Por uma saúde próxima, digna e com futuro” e apela aos participantes para que levem uma vela e uma peça azul.
A população de Loriga promove na terça-feira, 15 de Setembro, uma “Vigília pela Saúde” para chamar a atenção para o encerramento temporário do Polo de Saúde e defender a continuidade dos cuidados de proximidade. A iniciativa está marcada para as 20h30, na Praça de Loriga, e apela aos participantes para que levem uma vela e uma peça azul.
O Polo de Saúde de Loriga está encerrado desde 7 de Setembro e até dia 18, devido às férias dos profissionais de saúde que lhe estão afectos. Durante este período, os utentes são encaminhados para a sede da USF Nova Estrela, em Seia, onde é assegurada a consulta de intersubstituição para situações agudas que não possam aguardar pelo regresso dos profissionais. A situação levou a população a questionar o futuro do serviço de proximidade.
A organização da vigília considera o encerramento um “sério sinal de alerta” e reclama esclarecimentos e garantias sobre o funcionamento regular do polo. O receio manifestado pelos moradores é que uma situação apresentada como temporária possa vir a constituir um primeiro passo para um encerramento definitivo.
Esse cenário é, contudo, rejeitado pela Câmara Municipal de Seia e pela USF Nova Estrela. Ao Jornal Santa Marinha, o presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, garantiu que “em caso algum está em causa o encerramento definitivo destes polos após as férias”, reforçando o compromisso de manter o médico afecto a estas comunidades.
Também a médica e coordenadora da USF Nova Estrela, Sara Campos, procurou tranquilizar a população. A responsável explicou ao mesmo jornal que a rotação dos profissionais durante os períodos de férias é uma prática aplicada a toda a estrutura e rejeitou qualquer intenção de encerrar definitivamente as extensões.
“A USF tem 11 000 utentes e o acesso é igual para todos. Acontece o mesmo quando fecha o polo de Tourais, de Pinhanços, ou quando eu ou outro colega da sede estamos de férias. A consulta de intersubstituição é para todos”, afirmou Sara Campos.
A coordenadora garantiu ainda que a USF Nova Estrela dispõe dos médicos e enfermeiros necessários e que “nunca existiu nem foi equacionada qualquer intenção de fechar de forma definitiva qualquer extensão”. Caso se verificasse uma ausência prolongada ou definitiva de um profissional, a USF activaria uma escala de substituição nas próprias instalações locais.
A responsável acrescentou que as populações e os órgãos locais foram informados previamente do encerramento através de avisos afixados e que os utentes com tratamentos regulares tiveram os cuidados reagendados com antecedência. A USF considera que as alterações correspondem a ajustes associados a períodos de férias.
Apesar das garantias dadas pela Câmara e pela USF, o período de encerramento tem provocado dificuldades no acesso aos cuidados de saúde. O Jornal Santa Marinha relata que alguns residentes tiveram problemas no contacto telefónico com a unidade de Seia e que, num dos casos, já não havia vagas para consultas no próprio dia. A Junta de Freguesia de Loriga disponibilizou entretanto apoio no agendamento e transporte de munícipes.
