A poluição da água do rio de Cavalos, que nasce em Gramaços e desagua no Mondego, tem sido alvo de queixas por parte de populares. Estes asseguram que a contaminação não se prende com as indústrias instaladas junto a este leito de água, mas a nascente, apontando como prováveis agentes poluidores as estações de tratamento de águas residuais (ETAR’s) de Oliveira do Hospital e da Bobadela.
“A poluição que se verifica é, ao contrário daquilo que se poderia pensar, antes das indústrias locais, nomeadamente entre o cemitério da Bobadela e a ETAR de Oliveira do Hospital ”, aponta um popular, assinalando o cheiro “nauseabundo” e a presença de uma “massa” castanha no leito de água. “Parece uma fossa a céu aberto”, conta-nos outro popular da localidade de Negrelos que prefere o anonimato, um testemunho também confirmado por habitantes de Ribeira, Vale de Gaios e Bobadela.
O CBS percorreu e recolheu imagens do rio de Cavalos, desde Oliveira do Hospital até Sevilha, local onde desagua no Mondego. E aparentemente, a água ganha, de facto, aquele aspecto após as ETAR’s de Oliveira do Hospital e da Bobadela, o que aparentemente indica existirem descargas poluentes naqueles locais.
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