Correio da Beira Serra

Presidente da CM da Guarda quer resolver junto do Governo problema do Hotel Turismo

O presidente da Câmara da Guarda solicitou uma reunião ao Governo para procurar soluções para o antigo Hotel de Turismo, dado que o novo concurso anunciado pelo Governo em Julho de 2021 para a sua concessão daquela unidade ter ficado deserto. O autarca assegura que não foram apresentadas propostas para a concessão do edifício por 50 anos, por uma renda mínima anual de 35.317,80 euros.

“Já pedi uma reunião à tutela governamental e nessa reunião iremos falar sobre todos os temas, sem tabus. Até lá, mais não posso dizer, nem devo dizer. Não devo especular o que quer que seja”, disse hoje Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda) aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo.

Sérgio Costa reafirmou, no entanto, o que sempre disse sobre o assunto: “Nós sempre referimos: Se o Estado não for capaz, o negócio tem de voltar atrás. Sempre disse isto e direi sempre isto até à exaustão”. “Aconteceu o que aconteceu e agora queremos perceber as intenções do Governo nesta matéria. Sabemos bem que estamos perante um Governo de transição. O próximo Governo tomará posse no final deste mês, mas nós não queremos esperar por isso. E, por isso, é que com a actual tutela já fizemos um pedido de reunião para podermos dialogar”, explicou.

O autarca quer sentar-se à mesa com o Governo, “num diálogo franco e aberto” para “encontrar a solução” para o Hotel de Turismo da cidade mais alta do país. Sérgio Costa lembrou, ainda, que no período do concurso “houve visitas” ao edifício por parte de possíveis investidores, mas os mesmos acabaram por não concorrer.

Em Maio de 2018, recorde-se, foi assinado contracto de concessão para a recuperação e exploração deste imóvel pelo consórcio composto pelas sociedades MRG Property, S.A. e MRG – Construction, S.A., mas o projecto não avançou, devido a dificuldades financeiras com que o grupo concessionário, entretanto, se defrontou. O contracto foi revogado e foi lançado o concurso que pretendia dar, finalmente, uma nova vida a este emblemático edifício da cidade da Guarda, projectado em 1936 pelo arquitecto Vasco Regaleira, e que fracassou.

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