O presidente da Câmara Municipal de Belmonte apelou ontem à população, num vídeo publicado na página oficial do município, para que se cumpram “rigorosamente” as indicações da Direção Geral da Saúde (DGS). Dias Rocha explica que os actuais números de infectados no concelho são inadmissíveis e admite que se a estatística não for invertida o concelho poderá ser sujeito a uma cerca sanitária. O autarca considera que o concelho não pode continuar a “ser um mau exemplo para o país como está a ser”.
O autarca frisa que a taxa de incidência da doença no concelho é de 320 por 100 mil habitantes quando, no país, a média é de 63 e que, na Beira Interior, o concelho é aquele que mais casos activos têm e por isso de se “manterem as medidas de contenção”. “Ir ao postigo é para ir e sair dali, sem estar na conversa e ir à rua só quando é necessário. Reabriu agora a escola dos mais novos e a seguir à Pascoa será a vez da dos mais velhos, mas se continuar assim, escolas e pequeno comércio, entre outros, terão que fechar de novo”.
Dias Rocha alerta mesmo que as medidas podem ser mais musculadas. “Pode até haver uma cerca que nos impeça de sair ou de receber aqui pessoas”. Para o presidente da Câmara “não é admissível o que está a acontecer”, diz, salientando a “importância do turismo e da abertura do comércio e de restaurantes para a economia”, frisa que se isso não acontecer “tudo vai ser mau”.
O presidente da Câmara de Belmonte realça ainda a importância da vacina, frisando que “em meados de Abril cerca de 1.800 pessoas incluídas nos grupos prioritários estarão vacinadas”, mas de nada valerá se não houver cuidado. “A vacina não ganha a guerra se assim não for”, avisa.
