José Francisco Rolo reconheceu em reunião de Câmara que há comparticipação nacional na empreitada do Açude da Ribeira, contrariando assim José Carlos Alexandrino que sempre afirmou o contrário…
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital reconheceu na última reunião de executivo que a empreitada do Açude da Ribeira teve, no mínimo, uma “comparticipação nacional de 68 mil euros”. O autarca, que tinha sido questionado pelo ex-candidato da CDU à liderança do município, porém, não esclareceu se essa comparticipação veio do Governo Central ou da Câmara Municipal. Mas com esta afirmação, José Francisco Rolo desmentiu o seu antecessor, José Carlos Alexandrino, que tem repetido diversas vezes que as verbas para aquela empreitada de requalificação “vieram do Quadro Comunitário 2020 e não do Orçamento do Estado ou Orçamento Municipal”.
O antigo presidente da Câmara Municipal e actual presidente da Assembleia Municipal, no dia 21 de Maio, durante a inauguração da estrutura voltou, de resto, a acusar os seus críticos apelidando-os de “demagogos” e assegurava, mais uma vez, que foram ditas “mentiras” sobre o financiamento desta obra, insistindo que foi paga na totalidade por fundos comunitários. “Isso é que me dói, dizerem que é dinheiro do orçamento de Estado, quando nem dinheiro do orçamento municipal é. E se não viesse para aqui ia para outro país”, insistiu. José Francisco Rolo na reunião de executivo, perante a questão de João Dinis, explicou que o projecto tinha um orçamento elegível de 441 mil euros, sendo que recebeu 375 mil do FEDER e 68 mil foi comparticipação nacional”.
O autarca não disse se o pagamento foi feito a partir do orçamento municipal ou do Governo Central. Mas a verba, ao que o CBS conseguiu apurar, terá saído mesmo do orçamento da autarquia e poderá ser bastante superior a 68 mil euros. “É que além desta diferença de 75 mil euros resultante do montante financiado por fundos europeus (375 mil) e o total da obra (450 mil), a autarquia teve ainda de suportar todas as despesas não elegíveis na candidatura”, explicou uma fonte próxima do processo ao CBS.
O agora presidente da Assembleia Municipal na inauguração daquela empreitada praticamente assumiu o papel de presidente da Câmara e anunciou mais “investimento em novos passadiços para aquela zona. “A obra está incompleta. Acredito muito que não vai ser só este investimento. Vai haver um investimento de um milhão de euros. Temos a 400 metros uma ponte romana que temos de vender. Vamos vender a marca de Oliveira do Hospital”, disse na altura. Também sobre este caso, José Francisco Rolo explicou, na reunião de Câmara, que existem algumas ideias, mas nada de concreto e que não há qualquer projecto ou candidatura para financiar novos passadiços.
