Autarca critica ausência de respostas quanto à reabilitação do edifício e ao arrendamento de espaço alternativo para os serviços locais
O presidente da Câmara de Tábua, Ricardo Cruz, acusou ontem o Governo de não dar resposta à indefinição sobre os serviços locais da Segurança Social, que desde Outubro de 2023 funcionam provisoriamente numa loja do mercado municipal.
A Segurança Social foi obrigada a sair do edifício onde estava instalada em 2023, depois de ter sido detectado pelos serviços camarários um problema estrutural. Perante o encerramento, os funcionários foram inicialmente deslocados para Arganil e Oliveira do Hospital. Desde Outubro de 2023, os serviços estão a funcionar numa loja do mercado municipal de Tábua, com água e luz asseguradas pela autarquia, numa cedência gratuita.
Segundo Ricardo Cruz, a Câmara já identificou um espaço que poderia ser arrendado pela Segurança Social, com disponibilidade por parte do proprietário, mas até agora não recebeu qualquer resposta da tutela. “Neste momento, nem o edifício, que é da Segurança Social, foi reabilitado nem se conhece propósito de recuperação do mesmo, nem existe uma alternativa de aluguer do espaço para a Segurança Social funcionar”, afirmou o autarca.
O município pediu uma audiência à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em Maio de 2024, tendo reiterado o pedido em Setembro, sem que tenha recebido resposta. “Tábua sente-se lesada”, referiu o presidente da Câmara, sublinhando que as actuais instalações não asseguram “as necessidades efectivas da Segurança Social” e acusando o Estado de “fugir às suas responsabilidades”.
O edifício onde funcionavam os serviços era propriedade da Segurança Social, construído em terreno cedido pela Câmara, entre o terminal rodoviário e o mercado municipal. “Queremos que o edifício seja requalificado e, entretanto, tem de arrendar um espaço que já identificámos como solução temporária”, defendeu Ricardo Cruz, considerando inadmissível que a situação se arraste “há dois anos”.
Face à ausência de respostas, o autarca apelou ainda à Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra para interceder junto do Governo.
