A Comissão Política de Oliveira do Hospital do Partido Social Democrata reafirma em comunicado que não recusou qualquer candidato a militante para aquela força política. O presidente do organismo, Nuno Vilafanha, diz que apenas procurava com a convocatória ter uma conversa para conhecer melhor os aspirantes a militantes. E explica que chegaram à concelhia apenas 15 propostas e não 30, como foi afirmado, na notícia do CBS, a qual apelida de “falaciosa”.
Afirmando que se “cumpriu o que está estabelecido nos regulamentos”, Nuno Vilafanha sublinha que com aquele procedimento pretendeu evitar “que se façam militantes sem conhecimento ou vontade dos mesmos como ocorreu no Partido Socialista, ao que se julga também em Oliveira do Hospital, criando problemas jurídicos e processuais”.
“Qualquer pessoa perceberá que se os candidatos não compareceram à reunião e não contactaram a Comissão Política de Secção (CPS) não poderiam receber um parecer favorável da mesma”, continua, acrescentando que tem provas da devolução de algumas das cartas registadas a convidar para o encontro de esclarecimento, o que no seu entender, indiciam moradas ou outras informações incorrectas. “A CPS não é responsável por estes acontecimentos”, sublinha.
O Presidente da Comissão Politica Social Democrata responsabiliza, de resto, por toda esta situação, que classifica de desconfortável, aqueles que “trataram de forma leviana estes assuntos”. “Agora de forma cínica e mentirosa, tentam culpar os outros pela sua irresponsabilidade através de artigos e falsas notícias”, acusa. E a atestar a sua boa vontade em aceitar os candidatos a militantes propostos, Nuno Vilafanha cita a título de exemplo o parecer favorável dado aos candidatos que compareceram na reunião.
Nuno Vilafanha ataca ainda na missiva, aqueles que têm “como propósito continuar a prejudicar o partido ao qual infelizmente pertencem ou querem pertencer com o intuito de resolverem os seus problemas pessoais, profissionais ou financeiros”. Deixa igualmente claro, sem citar nomes, que a estrutura que lidera “não aceita ingerências ou intromissões de quem quer que seja”. “Muito menos de organizações ou de indivíduos que não são bons exemplos para a sociedade e cuja capacidade pessoal, profissional, política, intelectual, académica ou outra não se lhes reconhece”, remata.
Secretário-geral da JSD de Coimbra não concorda com entraves
O Secretário-geral da Distrital da JSD de Coimbra, que assinou as propostas dos referidos candidatos a militantes, confessou ao CBS não se recordar do número de candidaturas que lhe foram entregues, mas diz não concordar, de uma forma geral, com os entraves colocados aos jovens que se querem aproximar da política. José Miguel Ferreira explicou ainda que encaminha sempre as propostas a quem lhe pede. “O meu papel é atrair jovens, o que é cada vez mais difícil, e como secretário-geral é natural que seja proponente. Mas todas as candidaturas têm de ser validadas pela estrutura local”, referiu”, refere, garantindo que lhe custa a aceitar qualquer entrave colocado aos jovens que pretendem aderir ao partido. “Não concordo com a justificação da reunião para conhecer melhor os candidatos, mas legítimo”, conta, sublinhando que, não sendo de Oliveira do Hospital, não lhe cabe comentar as decisões daquela CPS.
