Correio da Beira Serra

Quem ajudou a debilitar o tecido empresarial de Oliveira do Hospital quer agora vestir o fato de salvador… Autor: Fernando Tavares Pereira

Como anteriormente, em outros textos, volto a transmitir aqui a minha preocupação em relação ao facto dos políticos da nossa região fazerem promessas e mais promessas eleitorais, tanto nas eleições autárquicas como legislativas, promessas essas que nunca são cumpridas. Será que aprenderam com os ministros e ex-ministros que prometem muito e pouco fazem? Já basta. Chegou a altura de reflectirem sobre as promessas que em vão nos têm feito, porque a única coisa que têm cumprido é fazerem do interior uma região cada vez mais esquecida e abandonada.

Lamentavelmente, não cumprem o seu dever, pois ao conseguirem o seu lugar em Lisboa e atingirem os seus objectivos pessoais esquecem, com total falta de respeito e ingratidão, tudo aquilo que prometeram. E há até aqueles que procuram agora vestir o fato de salvadores quando durante anos deitaram ao lixo oportunidades e debilitaram a capacidade industrial, florestal e agrícola da região, bem como o comércio local. Será que não se dão conta da miséria em que transformaram estas terras? Pelos vistos, não.

Mais. Por aquilo que nos vai chegando ao conhecimento, avizinham-se ainda novos encerramentos de serviços públicos nesta região. E quando não defendem os serviços públicos existentes, como é que podem apregoar que salvam empresas.  Como podem fazer certas afirmações se quando detiveram o poder autárquico e parlamentar fizeram exactamente o contrário. As suas acções apenas levaram à debilitação do tecido empresarial. Responsáveis esses que não criaram condições de acessibilidades para a manutenção, expansão e captação de investimentos.

Essas pessoas deviam era, humildemente, dar os parabéns aos empresários e funcionários que, desprovidos dos apoios que lhe são devidos, tanto têm lutado pela sobrevivência dos postos de trabalho das empresas destes territórios praticamente esquecidos.

Há, contudo, gente com egos sem limites. Gente que toma para si méritos que nunca teve. Com tudo isto, chego a pensar que estes actores acabam por acreditar, de facto, ser verdade as mentiras que tanto vão repetindo. Estamos a falar daqueles que, invariavelmente, se esquecem de quase tudo o que prometeram quando procuravam angariar os votos de um povo e de uma região oprimida. Não só de agora, mas já de há várias décadas. E, por cada dia que passa, os problemas para a nossa região vão aumentando. Não podemos deixar de reivindicar, sem medos, principalmente numa altura em que se aproximam eleições.

Como empresários ou simples cidadãos não podemos, nem devemos ter medo de dizer aquilo que nos vai na alma.  Não se pode recear a denúncia das necessidades, assim como as promessas feitas e por cumprir. Não podemos deixar de reclamar aquilo que é fundamental para que os nossos filhos e netos tenham um futuro diferente. Isto com críticas construtivas e com conhecimento das causas. É que quando não há acessibilidade, saúde, educação e justiça, não existe nada. Sobra, sim, o desastre da desertificação destas terras beirãs.

 

 

 

Autor: Fernando Tavares Pereira

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