A comparação homóloga do nº de internados Covid-19 (prevalência hospitalar) por cada 1000 novos casos notificados nos últimos 14 dias, mostra com clarividência o efeito positivo da vacinação, e respectivo reforço vacinal, no controlo da gravidade da pandemia.
Calculando a permilagem do nº de internados relativamente aos casos ocorridos nos últimos 14 dias, desde o início da pandemia e determinando a variação homóloga anual, podemos verificar a redução do nº de internados ao longo do tempo devido à vacinação, em todas as suas fases.
O Segundo momento, é a nova inversão da tendência da redução de internados, quando voltam novamente, a partir de meados de Novembro, a verificar o aumento da redução em termos homólogos de internados por cada 1000 casos dos últimos 14 dias. Este novo aumento de redução dos internados deve-se, sem dúvida, ao efeito do reforço vacinal iniciado em Outubro, com efeito um mês depois.
Espera-se, pois, que com a continuidade do reforço vacinal, que poderá, em princípio, ir até aos 40 anos de idade e incluir todos os que forma vacinados apenas com uma dose da Jassen, se venha novamente a atingir a redução de 70% e de 80% nos internamentos e nas UCI, em meados de Janeiro.
Esta análise mostra que este é um bom indicador do nível de efectividade vacinal na comunidade. Contudo, sabemos que mesmo atingindo os 94% de cobertura vacinal (com 85% dos 5-11 anos vacinados) e que o reforço vacinal atire a efectividade média para próximo dos 80% (abaixo do seu máximo global de 85% considerando todas as vacinas), a imunidade populacional ficará nos 75%. Isto é, continuaremos a ter 25% de susceptibilidade à infecção, ou seja, de forma mais simplista, continuará a existir cerca de 25% da população susceptível a ser infectado pelas variantes dominantes a circular na comunidade.
Autor: Carlos Antunes