… e que vai ao encontro das necessidades da Associação Desportiva de Lagares da Beira que disputa a divisão de Honra distrital.
“Já podemos competir de igual para igual”. A afirmação, plena de satisfação, foi proferida ontem pelo presidente da Associação Desportiva de Lagares da Beira que, finalmente, viu cumprido o sonho de requalificação do velho campo de futebol, agora tornado num complexo desportivo. A primeira fase de requalificação, da qual faz parte a colocação de relvado sintético, foi inaugurada ontem, colocando termo a um período em que a ADLB andou, literalmente, com a “casa às costas”. “Treinámos em quatro campos diferentes, relatou Norberto Santos que tão cedo também não consegue varrer da memória a época passada, marcada por assaltos que foram recorrentes e que obrigaram a que a prática de futebol decorresse em condições que pouco se compadecem com a realidade atual. “Chegámos ao ponto de passar por tudo isto”, contou o dirigente desportivo que em face da concretização da 1ª fase de requalificação do complexo desportivo assegura que o esforço financeiro assumido pela Câmara Municipal para a concretização do sonho “não foi em vão”. “Não será um elefante branco como alguns dizem”, assegura Norberto Santos.
A requalificação do parque desportivo de Lagares da Beira – a primeira fase rondou os 200 mil Euros e no conjunto a obra deverá rondar um investimento de 333 mil Euros – só é possível graças ao apoio da Câmara Municipal no âmbito de um compromisso financeiro vigente até 2016, e que José Carlos Alexandrino dá por bem empregue tendo em conta o público a que o espaço se destina. “Isto é em prol da juventude”, referiu, na certeza de que “será melhor que estes miúdos sintam atração pelo desporto, do que pelas drogas e o álcool que depois obrigam a que se gaste muito dinheiro em clínicas de recuperação”. “O desporto é uma grande escola e os clubes fazem um grande trabalho na área da formação”, entende o autarca.
“O maior investimento alguma vez feito em Lagares da Beira”
Convencido de que o presidente da Câmara e o executivo “não fizeram mais do que é a sua obrigação”, o presidente da Assembleia Municipal de Oliveira atribuiu a responsabilidade da obra feita não a José Carlos Alexandrino, mas ao povo que o elegeu e que o mandatou para dar cumprimento ao programa eleitoral com que se apresentou a eleições. “Fizemos o que mandam as regras democráticas”, referiu António Lopes, observando que na prática o atual executivo municipal está a fazer o que outros não fizerem, cumprindo agora promessas que constaram de programas eleitorais que remontam ao ano de 1993. “Não é difícill fazer promessas, difícil é cumpri-las”, continuou o presidente da Assembleia que classificou a atuação da atual Câmara como sendo uma “forma séria de estar na política”.
A melhoria das condições da prática desportiva em geral e do futebol em particular mereceu também o elogio do presidente da Associação de Futebol de Coimbra,que enalteceu a forma como a Câmara, Junta e ADLB uniram esforços para a concretização do velho anseio. “Conheci este complexo em terra batida e sem as medidas necessárias e hoje, depois de todas as vicissitudes, podemos dizer que conseguimos dialogar e fazer esta ampliação magnífica”, registou Horácio Antunes , classificando “inestimável” o que José Carlos Alexandrino tem feito pelas instalações desportivas do concelho.
