“O facto da UC ter a sua sede na Quinta das Olaias para o arranque dos trabalhos em nada diminuirá aquele espaço”, frisou o presidente da autarquia, que na sessão de hoje foi confrontado por um munícipe, que considerou o edifício uma “sala de visitas” da cidade, que ficará “empobrecida”, impedindo da fruição os “figueirense e quem nos visita”.
O autarca não respondeu ao munícipe, mas, no final, aos jornalistas, salientou que não recebe “lições de ninguém sobre o apreço, o reconhecimento e o valor daquele edifício e do conjunto, pois ninguém fez mais por aquilo” que ele. “Não vamos transformar a Quinta das Olaias naquilo que nunca foi no concelho, nomeadamente em afluência, interesse e atenção. Não é agora que, de repente, passou a ser algo que nunca foi nestes 20 anos”, sublinhou.
Nos últimos meses, o presidente da câmara tem procurado um local para instalar o polo de ensino superior da UC, no âmbito de uma parceria com o município, tendo sido avançado a possibilidade de ser usado o Sítio das Artes, para onde estava também previsto um centro de formação do Centro de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Aos jornalistas, Santana Lopes admitiu ainda possibilidade de, no Sítio das Artes, poder coexistir o centro de formação do IEFP e actividades de ensino do polo da UC, no seguimento de uma conversa com a presidente do conselho directivo daquele organismo público.
Datado de 1840, o edifício da Quinta das Olaias, que foi adquirido pelo município da Figueira da Foz na primeira passagem de Santana Lopes pela presidência da Câmara, no mandato 1997-2001, serve de Casa-Museu.
