Correio da Beira Serra

Secretário de Estado da anuncia requalificação do Centro de Saúde e reforço da importância do Hospital de Seia

O Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, deslocou-se, esta manhã, ao Concelho de Seia, onde inaugurou as obras de remodelação da Extensão de Saúde de S.Romão e visitou o Centro de Saúde de Seia. A visita daquele membro do membro do Governo aconteceu a convite do Presidente da Câmara Municipal, Filipe Camelo, que procurou sensibilizar a tutela para os problemas no sector dentro do concelho e que se têm agravado nos últimos cinco anos. E não esqueceu o que se passa com o Hospital de Seia. Os pedidos de Filipe Camelo tiveram acolhimento.

Manuel Delgado compreendeu e anunciou a intenção do Governo em avançar com a requalificação das instalações do Centro de Saúde de Seia e deixou garantias relativamente ao reforço da importância e do papel do Hospital de Seia, nomeadamente com mais meios, valências e serviços. Para agilizar um conjunto de procedimentos e orientações, o governante deixou mesmo a promessa de reuniões entre o Ministério e a Câmara Municipal nos próximos dias, agindo em estreita articulação com os diferentes actores: Unidade Local de Saúde da Guarda e Administração Regional de Saúde do Centro.

Antes, o membro do governo ouviu Filipe Camelo recordar o encerramento, ao mesmo tempo, de mais de uma dezena de extensões, bem como a degradação dos equipamentos de saúde, com particular destaque para o Centro de Saúde de Seia, cuja requalificação, que já havia sido adjudicada, foi suspensa, sem qualquer explicação à empresa e à Câmara Municipal. Referiu ainda que os problemas têm vindo a ser sinalizados junto do Ministério, tendo manifestado a disponibilidade da Câmara (inclusive financeira) para, em conjunto com o Governo, se proceder à requalificação do edifício, garantindo maior conforto e comodidade aos profissionais e utentes.

O autarca, depois, colocou no topo das preocupações a questão relativa ao Hospital de Seia, referindo o progressivo esvaziamento de serviços e valências. “Está instituído na comunidade que esta unidade hospitalar perdeu importância e influência, sendo hoje rotulada como um apêndice do Hospital da Guarda”, frisou o autarca.

Filipe Camelo exige que o Concelho de Seia tenha outro tratamento, porque ninguém compreende que o Hospital de Seia disponha de condições estruturais (novo edifício) para prestar cada vez mais e melhores cuidados de saúde e o que esteja a acontecer seja o inverso, algo incompatível para uma cidade com a dimensão de Seia, onde a permanência destes serviços públicos são de vital importância, atendendo à sua centralidade, ao conjunto de serviços de que o Concelho dispõe, aos seus indicadores de desenvolvimento, à sua demografia, localização estratégica, população estudantil e tecido empresarial.

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