Correio da Beira Serra

SEF investiga percurso de jogador guineense ao serviço do FCOH

 

Deylson Nunes, conhecido por Vá Vá é o atleta, atualmente ao serviço do FCOH, que está na mira de uma equipa de investigadores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que, ontem procedeu a buscas na sede do clube da Figueira da Foz, que milita na Liga de Honra e que em 2006 acolheu o jogador, pela primeira vez, em Portugal.

A equipa que realiza investigações no âmbito de um processo de emigração clandestina e falsificação de documentos pretende, ao que tudo indica, apurar o trajeto do jogador guineense que em 2006 terá chegado Portugal e estabelecido vinculo contratual com a Naval 1º Maio.

Contactado há instantes pelo correiodabeiraserra.com, o presidente da direção do Futebol Clube de Oliveira do Hospital garantiu que o jogador em causa se encontra de forma legal no país e no clube. “A investigação não tem a ver com o Vá Vá, tem a ver com o empresário que o trouxe para Portugal e que o terá feito de forma ilegal”, referiu Paulo Figueira, informando que a vinda do jogador para Portugal aconteceu por via do clube da Figueira da Foz.

De acordo com o dirigente do FCOH, o jogador já terá sido alvo de investigação há cerca de ano e meio, chegando até a motivar a deslocação de uma equipa do SEF ao clube oliveirense. “O SEF ouviu o jogador e o Vá Vá disse tudo o que tinha que dizer”, contou Figueira que, até ao momento assegura não ter sido contactado pelo SEF a propósito deste caso, com o qual garante não estar preocupado.

Vá-Vá foi jogador da Naval, tendo sido entretanto emprestado ao Pampilhosa e ao Tocha. Antes de chegar ao Futebol Clube de Oliveira do Hospital há cerca de três anos, o jogador ainda passou pelo Penela.

Quando em 2006 o jogador chegou a Portugal era agenciado pelo empresário FIFA Cesário Ramos Monteiro, que enviava os jogadores para Portugal, onde tinha um representante, Francisco Nar, um ex-jogador de futebol que indicava jogadores guineenses a vários clubes.

Com Agência Lusa

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