
O próprio dramaturgo assume que as situações que apresenta constituem “uma anticomédia”, ou seja, sendo aparentemente cómicas, pertencem ao foro do profundamente trágico.
Ionesco problematiza o quotidiano e leva o espectador a questionar: o que é que se esconde por detrás das nossas conversas fúteis e vazias? Porque é que temos medo? Do que é que temos medo? Quem nos quer cegos, surdos e mudos? Quem nos quer tirar a capacidade de ver as coisas como elas são? De exprimir o que vemos? De termos convicções e sentirmos emoções? De agirmos segundo as mesmas? O que podemos fazer para melhorar este admirável mundo novo, cheio de vazios e preenchido com ausências e irrelevâncias?