Correio da Beira Serra

Seis “Natais” depois, MAAVIM quer esclarecimentos sobre contas e campanhas solidárias a favor dos lesados pelos incêndios de 2017

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) lembrou, em comunicado, que muitas das campanhas de solidariedade e contas solidárias criadas para ajudar as vítimas dos incêndios de 2017 nunca prestaram contas aos portugueses. “Foram às centenas e algumas chegaram às populações em modo de apoio financeiro ou material, mas ainda existem muitas campanhas e contas solidários que nunca passaram ‘contas’ aos portugueses e principalmente aos lesados que tudo perderam e foram usados para ‘isco’ de diversos eventos”, acusa aquele movimento.

“É preciso que o Ministério Público averigúe todos e que faça uma diferenciação entre os que foram para ajudar as populações e os que foram usados simplesmente para gerar benefícios aos organizadores”, apela o MAAVIM, defendendo que “as contas solidárias têm de ser divulgadas com o seu saldo actual e com os benfeitores das mesmas”. “Existem ainda em Dezembro de 2022 milhares de pessoas que nunca receberam nenhum dos apoios anunciados”.

“A população tem de saber a realidade de todas as promessas e iniciativas e isso tem de ser demonstrado para que não existam duvidas. Ainda existem hoje milhares de agricultores que nunca tiveram qualquer ajuda, centenas de famílias que ficaram sem a sua primeira habitação e dezenas de empresas que nunca mais reabriram por falta de apoio”, insiste a missiva assinada pelo porta-voz do movimento, Nuno Tavares Pereira.

O MAAVIM aproveita ainda para deixar uma palavra de apoio e solidariedade a todos os que por estes dias estão a sofrer com as cheias, em especial de Lisboa e Campo Maior. E deixa um alerta: “…a população e as respectivas colectividades e empresas não se deixem levar por promessas políticas que nunca chegam ao terreno como já estamos habituados”.

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