
Com o afastamento de Vítor Duarte e perante a inexistência de uma única lista candidata, Sónia Veloso sentiu-se no dever de enfrentar o desafio do associativismo. “Avancei porque percebi que, sem direcção, o pavilhão iria estar de portas fechadas e só abriria para o basquetebol”, revelou ao Correio da Beira Serra, a jovem sampaense que não se deixou intimidar pelos nove elementos que votaram contra a sua lista. “Não estou nada arrependida, aliás tenho aprendido muito sobre associativismo”, referiu considerando como determinante o apoio que continua a ser prestado pelo benemérito local Serafim Marques, Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Junta de Freguesia de São Paio de Gramaços. Mas, não deixa de invocar a importância de todos aqueles que colaboram em cada uma das secções que integram a SRLS e que já ultrapassam uma centena. “Está tudo em actividade e nós, enquanto elementos da direcção, ficamos muito felizes por isso”, sublinhou.
“A SRLS não se pode lançar em grandes voos”
Foi projectada para promover o teatro e a música, mas rapidamente a SRLS passou a albergar várias actividades culturais, recreativas e desportivas. Hoje é constituída por quatro secções: teatro, folclore, basquetebol e creche.
Pelas “glórias” alcançadas – tri-campeão da Proliga e vice-campeão na época passada – o Sampaense Basket é o orgulho dos dirigentes da SRLS e dos sampanenses em geral. Sónia Veloso confessa-se uma aficionada pela modalidade e não hesita em considerar que para os bons resultados muito tem valido o empenho de Vítor Duarte. A responsável pela SRLS realça também a actividade “não menos importante” do Rancho Folclórico Sampaense e do Grupo de Teatro “A Semente”. Destaca a dedicação de todos os elementos que integram as secções, ao mesmo tempo que lamenta o descontentamento que existe entre os actuantes do grupo de teatro, perante a falta de um espaço adequado para a apresentação das suas peças. Mas, esclarece: “não é má vontade da nossa parte”. É, que na opinião de Sónia Veloso a direcção não pode ser responsabilizada pela estrutura de um pavilhão construído há já 15 anos. Contudo, garante que até ao final do mandato a actual direcção “vai tentar arranjar uma sala melhor para o grupo se poder reunir e guardar os seus pertencentes”. Lembra que “em termos monetários, a SRLS não se pode lançar em grandes voos”.
“Serafim Marques deveria ser eterno”
A dirigente associativa não deixa de agradecer ao benemérito, que tem feito da freguesia de S. Paio do Gramaços, “uma das melhores do concelho”. “Tomaram muitas freguesias terem aquilo que nós cá temos”, referiu, considerando estar na presença de um homem que “deveria ser eterno”. Contudo, lamenta que “muitos não lhe dêem o devido valor”.
Sónia Veloso conclui o mandato em Dezembro próximo e confessa ainda não se ter debruçado sobre a possibilidade de uma recandidatura. Compromete-se a dar o seu melhor no decorrer de 2008 e perspectiva bons anos para a SRLS. Até agora faz “um balanço positivo” da sua prestação e garante: “só não fazemos mais porque não podemos”.
Liliana Lopes