O Futebol é em si próprio um espectáculo por assim dizermos espectacular, passe a redundância. Obviamente que quem assim pensa aprecia o espectáculo mesmo que não aprecie o seu contexto económico e social. Todavia, é dentro de cada contexto, no caso os atrás citados, que melhor se definem os seus protagonistas, mesmo os seus figurantes, e não estamos a falar dos jogadores da bola que, como costumo dizer, são o melhor que há no Futebol.
Hoje, o espectáculo futebolístico, a nível da chamada “alta competição”, está mais do que condicionado, está “pré-fabricado”, pela indústria que faz mover e pela qual também é movido. É um negócio em que a vantagem desportiva é utilizada para gerar vantagem financeira…ou será o contrário?… É que eu não acredito em simbiose – interacção com vantagens mútuas – nestes domínios. Um deles – o desportivo – “trabalha” para o outro – o económico e financeiro e respectivos “donos” em geral empresários, as SAD, Sociedades Anónimas Desportivas, e os “capitais de risco” que tendem para agir como “glutões” financeiro, quiçá como “abutres” do ramo.
Portanto, convém esquecer estas reflexões, pelo menos durante cerca de duas horas por desafio, para podermos apreciar melhor a faceta desportiva e espectacular. Viv ó Futebol!
Benfica, historicamente é um severo castigador do Real Madrid!
Estou convencido que é o glorioso Benfica quem mais regularmente tem dado grandes tareias futebolísticas ao “enorme” Real Madrid. Mais do que aquelas que dele levou. E que outra equipa no Mundo se poderá gabar disso? Muito provavelmente nem o Barcelona tem um desses palmarés específico. Viv´ó Benfica!
Desta vez (28 de Janeiro 2026), na Luz, foram mais quatro golos no saco dos Madrilenos e, no caso, de “monsieur” Courtois, justamente considerado como um dos melhores guarda-redes de futebol. Com o “nosso” Schelderup a evidenciar-se com dois golos o que deverá ter feito aumentar bastante o seu “valor comercial” para prazer do seu empresário, da SAD do Benfica e, já agora, também, dele próprio.
Entretanto, à data que escrevo esta minha “opinião”, ainda não é conhecido o sorteio do próximo jogo com a eliminatória (play-off) a duas mãos. Enfim, pode ser que aconteça outra vez dois Benfica-Real Madrid a eliminar. E é preferível ao Benfica encontrar-se com o Real fora de uma final da Champions que, nessas finais, por norma, entram 11 jogadores em campo de cada uma das equipas e no final…ganha o Real… Enfim, demos-lhes 5-3 na final em Amesterdão, em 1962, mas foi nesse jogo que Eusébio se mostrou ao Mundo e fez corar de inveja o “velho” senhor da bola, Alfredo di Stéfano. Perdoe-se-nos esta imagem que não teve correspondência real, pois Eusébio e Di Stéfano ficaram grandes amigos por toda a vida para além de se apreciarem mutuamente imenso enquanto jogadores da bola.
Hoje, não temos Eusébio no Benfica, nem parecido… E o Real não tem Di Stéfano…nem Puskas. Mas tem alguns dos melhores jogadores de futebol da actualidade. Pois também parece que treinador e jogadores benfiquistas não conhecem por exemplo o Mbappé como um “artista” letal quando aparece solto junto ou dentro da área. Dois golos fez ele e sempre sem oposição próxima dentro da área precisamente… De qualquer forma, não apreciei o jogo feito pelo Real como já apreciei em tantas outras vezes. Globalmente, jogaram sem a chamada “intensidade competitiva” …e perderam. Ainda bem!
Nós temos Trubin! E, esse, o Real não tem…e não têm os outros…
Nunca nos iremos esquecer daquele lance que transformou a irritação e o desencanto que sentíamos numa inarrável alegria. Foi e será quando Trubin subiu à área do Real para “fazer pesar” os seus quase dois metros de altura na marcação de um livre contra o Real, na derradeira oportunidade para o Benfica fazer um golo serôdio mas a valer ouro (literalmente). E Trubin conseguiu mesmo um cabeceamento a fazer a bola ir beijar, por dentro, as redes do Real para o 4-2 da noite do “São” Trubin feito avançado!
Inusitado! Incrível! Viv´ó Trubin !
Golos destes acontecem uma vez por século…e no século XXI já aconteceu este… Quem viu, viu, quem não viu, perdeu…,
Pois também não há campeões sem a estrelinha da sorte, diz-se. Agora, deixem-me concluir que é esquisito que uma equipa com os jogadores e o treinador do Real não tenham dado conta daquele matulão de dois metros de altura, todo vestido de amarelo forte, a correr para dentro da área sem ter alguém a puxar-lhe os calções que fosse, para lhe dificultar, com firmeza e jeito, o salto em direcção à bola e ao cabeceamento vitorioso.… Pois ainda bem!
E agora venha outra vez o Real…antes da final!
Viv´ó Benfica!
E Viva as outras Equipas de Portugal que se classificaram, aliás brilhantemente, em todas as competições europeias! Viv´ó Futebol Nacional!
Autor: João Dinis, Jano
