O ex-candidato à liderança do Sporting Clube de Portugal Fernando Tavares Pereira considera que existem dois pontos fundamentais para o futuro do clube: a união da família sportinguista, sem excepções e com regras e, por outro lado, dotar toda a estrutura da formação leonina com uma gestão rigorosa. O empresário, que anualmente realiza um almoço solidário em Midões, Tábua, para ajudar os núcleos e onde este ano voltou a juntou dezenas de núcleos de todos os cantos do pais e até dos Estados Unidos, bem como mais de quatro centenas de adeptos, mostrou-se muito critico para com a actual direcção do clube. Os actuais responsáveis da colectividade leonina, segundo o empresário, não estiveram à altura de tratar todos os sportinguistas como “uma família” e, acusa, abandonaram os núcleos à sua sorte no período mais agreste da pandemia e da crise. Por isso, o Grupo Tavfer ofereceu, mais uma vez, vários prémios a cada um dos núcleos que vão agora ser sorteados para assegurar verbas e melhorarem a sua situação financeira. O evento ocorreu no já habitual almoço solidário dos núcleos, no início de Junho, promovido por Fernando Tavares Pereira, que voltou a juntar centenas de sportinguistas em Midões.
“Sou da região de Lisboa, de Torres Vedras, mas aqui está o que é o Sporting. Os núcleos mostram a força do nosso emblema e temos de os acarinhar. Por tudo o que tem feito nesse sentido, Fernando Tavares Pereira é um vencedor”, referiu o antigo guarda-redes. “O Sporting tem de estar mais perto dos adeptos e essa função é desempenhada por toda esta gente que faz de tudo para acompanhar o clube, mesmo à distância”, rematou. “Certas pessoas têm de se convencer que o Sporting é de Portugal e não de Lisboa. Precisam de entender isso para o clube continuar a crescer. E devem aproveitar e ajudar este trabalho que é desenvolvido por Fernando Tavares Pereira, um homem que é uma força viva do nosso clube”, disse, por sua vez, Miguel Maia, ele que é de Espinho.
“Em tempo de crise, quando as empresas estão a perder dinheiro, nunca aumentei o meu salário”
Enquanto pela salão, a mascote doSporting Clube de Portugal, o Jubas, ia fazendo as delícias dos mais pequenos e dos graúdos que também não resistiam a uma ‘selfie’, Fernando Tavares Pereira lembrou que o seu propósito “é unir a grande família sportinguista”, ajudar a preservar os núcleos, chamar a atenção para o que está mal e enaltecer o que está bem. “Tentei tudo para que o Sporting fizesse uma união com claques, núcleos, adeptos e sócios. Tudo com as devidas regras. Temos de estar juntos. Tenho ajudado dentro das possibilidades e muitos núcleos provavelmente já não estariam aqui se não fosse essa ajuda”, continuou o ex-candidato à liderança do clube, lembrando que o Sporting é de todos os sportinguistas e que não pode haver discriminação. “Não faço mal nenhum porque não tenho quaisquer intensões de me recandidatar [muitos dos núcleos pediram-lhe para avançar]. Procuro ajudar o meu Sporting como posso. Mas convidei o responsável do clube pelos núcleos para estar aqui hoje e não apareceu. Fiz chegar um convite à Sporting TV que também não se fez representar, um canal que devia estar ao serviço do clube e mostrar o que de bom acontece no mundo sportinguista. E aqui somos todos sportinguistas e uma parte do Sporting”, enfatizou o empresário beirão, sublinhando que o Sporting é o clube mais ecléctico do mundo e
E não deixou de criticar a actual direcção do clube. “O Sporting precisa de alguém com conhecimentos de gestão para fazer mais e melhor. Precisa de uma gestão capaz de unir todos os sportinguistas. Somos uma família grande e queremos que ser vencedores e que dignifiquem a nossa imagem. Enquanto o campeonato decorria não falei. Mas como gestor de empresas não posso bater palmas àquilo que eles fazem”, salienta, explicando que o Sporting não pode vender jogadores a qualquer preço jogadores fundamentais que depois impossibilitam a equipa de atingir os objectivos.
“Nós estamos aqui para defender o nosso clube, a nossa imagem e ajudarmos o clube a ganhar”, concluiu, deixando ainda uma critica ao presidente do Sporting, Frederico Varandas, que resolveu aumentar recentemente o seu salário em vários milhares de euros. “Em tempo de crise, quando as empresas estão a perder dinheiro, nunca aumentei o meu salário. Não pode acontecer. No Sporting temos de estar unidos e a gestão tem de ser rigorosa. Não podemos bater palmas quando as coisas estão mal”, concluiu, perante os aplausos dos representantes dos núcleos que o elogiaram, pediram-lhe para criar pontes dentro do Sporting e mesmo para avançar como candidato, ofereceram-lhe lembranças representativas das localidades que representavam e outros fizeram-no sócio honorário. “Estão a oferecer-me o que têm de melhor para dar, o reconhecimento e carinho. É muito compensador”, conclui com alguma emoção o empresário que prometeu continuar a defender os núcleos “que são uma forma do Sporting expressar a sua grandeza”.
