… que vai culminar, no dia 6 de abril, com uma grande ação de reflorestação da área ardida no final do último verão, em rio de Mel, freguesia de S. Gião.
A iniciativa partiu do Clube do Ambiente do Agrupamento de Escolas da Cordinha e logo registou o envolvimento da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira e Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, num trabalho conjunto, procederam ao início da tarde de hoje à plantação de 170 árvores autóctones.
“Folhosas”, como explicou o engenheiro florestal da Câmara Municipal, escolhidas com a preocupação de oferecerem maior resistência aos incêndios. O mais recente, ocorrido no verão passado na freguesia de Ervedal da Beira teve “mão negligente” e aproximou-se da Quinta da Serrana consumindo 74 hectares de floresta.
O ano passado, foi de resto “o pior ano dos últimos sete no concelho”, tendo-se contabilizado 900 hectares de área ardida, “o quádruplo do que ardeu nos últimos anos”. Uma realidade para a qual contribuiu o forte incêndio que devastou uma extensa mancha florestal na freguesia de S. Gião, em particular rio de Mel e localidades vizinhas que sentiram na pele “as agruras do incêndio”.
“Hoje é o começo de uma nova vida e de futuro é importante verificarem se a vossa árvore está saudável”, referiu Graça Silva a propósito da arborização de um espaço que pertence à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e onde anteriores ações de reflorestação acabaram por não ser bem sucedidas, havendo a registar centenas de pequenas árvores que não resistiram à falta de atenção a que estiveram sujeitas.
Um cenário que o município oliveirense está decidido a alterar no âmbito daquilo que é a sua “responsabilidade ambiental”. “O município tem tido essa responsabilidade por opção clara e soube sempre fazer as parcerias necessárias para reflorestar uns largos milhares de área ardida e abandonada”, afirmou o vice-presidente da autarquia oliveirense, referindo-se em concreto à reflorestação do perímetro florestal da Nossa Senhora das Necessidadaes, Quinta da Madrana, plantações pontuais no parque do Mandanelho e o apadrinhamento de árvores realizado no Parque dos Marmelos.
Uma forma que o município encontrou de “fazer parte da solução” para o problema dos incêndios. “Todos os anos ardem centenas de hectares de floresta e queremos compensar o que é devastado pelos incêndios”, sublinha José Francisco Rolo.
À frente de uma Junta de Freguesia que adotou o lema “amiga do ambiente”, Carlos Maia aplaudiu a iniciativa do Agrupamento de Escolas à qual se associou com o objetivo claro de beneficiar um espaço sito em Ervedal da Beira, a Quinta da Serrana, onde existem várias zonas “despidas de árvores”. “Árvores são vida e seres vivos que precisam de se desenvolver na nossa natureza”, observou o autarca que também chamou a atenção dos mais novos para a necessidade de adotarem comportamentos “a bem da natureza”. Acompanhar o crescimento de cada uma das 170 árvores foi o desafio lançado aos 120 alunos da Cordinha.
