A Universidade Politécnica da Guarda (UPG) colocou 372 estudantes na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026, mais 94 do que no ano anterior, num crescimento de 33,8 por cento. A evolução supera os 20 por cento registados, em média, pelo conjunto do ensino politécnico a nível nacional.
“São resultados muito positivos e um motivo de satisfação para toda a universidade”, afirma o reitor da UPG, Joaquim Brigas. Para o responsável, o aumento da procura reforça também a responsabilidade da instituição na formação, na investigação e na ligação à sociedade.
Enfermagem e Design de Equipamento e Ambientes preencheram todas as vagas. Marketing ficou com uma vaga por preencher e Educação Básica com duas. Desporto, Comunicação e Relações Públicas e Gestão registaram também uma procura significativa.
Os novos estudantes colocados na UPG são sobretudo da Guarda, com 80 alunos, seguindo-se o Porto, com 31, e Lisboa, com 28.
No Concurso Nacional de Acesso de 2026, 75 por cento das vagas concentraram-se no litoral entre Braga e Setúbal. A decisão do Governo de aumentar transversalmente o número de vagas levou o então Conselho Geral do Instituto Politécnico da Guarda a contestar a medida, alegando que poderia prejudicar a ocupação das vagas nas instituições de ensino superior do interior. A Assembleia Municipal da Guarda aprovou igualmente uma moção sobre a política do Ministério e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos manifestou também críticas.
A UPG, explica em comunicado, que oferece uma oferta formativa assente numa componente prática e na proximidade entre estudantes e docentes, bem como na ligação a empresas, municípios e outras instituições. Para o próximo ano lectivo, a universidade prevê iniciar três programas de doutoramento, que se juntam às licenciaturas, mestrados e cursos técnicos superiores profissionais nas áreas da Saúde, Engenharia, Gestão, Educação, Comunicação, Desporto, Design, Turismo e Hotelaria.
A integração na Universidade Europeia UNITA reforça, segundo a mesma nota, a dimensão internacional da instituição, com participação em projectos e redes europeias e possibilidades de mobilidade para os estudantes.
A universidade, continua a missiva, disponibiliza ainda bolsas, alojamento, acompanhamento académico e apoio social e mantém vagas disponíveis em várias licenciaturas para as fases seguintes do Concurso Nacional de Acesso. “Estes resultados reforçam a nossa confiança e aumentam a nossa ambição”, afirma Joaquim Brigas. O reitor diz que a UPG quer continuar a receber estudantes e a afirmar-se como uma universidade ligada à sociedade e ao território.
