Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e sucessivos Governos não querem saber.
É que, por ali, há poucos votos, neste Vale do Mondego, para a “caça ao voto”
da véspera das Eleições…
Na foto, Trecho do Rio Mondego visto do Miradouro da “Penha da Póvoa” — Vertentes “desgraçadamente” desflorestadas por Incêndios e em acelerada erosão. Arruinam-se os muros e muritos dos socalcos construídos a pulso por sucessivas gerações. O belo “Miradouro da Penha da Póvoa” (de S. Cosme) tem um mau acesso e está desprotegido, o que é lamentável. Aguarda-se por melhor destino para a vetusta Aldeia (deserta) do Vieiro.
“Largo do Abel”, em fundo na foto, onde é bem visível o alargamento da curva do Rio Mondego por causa da extracção (ilegal) de areias. Aí, no “Largo do Abel”, justifica-se instalar uma “Praia Fluvial” até para ajudar a travar a devassa – impune ! – do Mondego e afluentes, nesta zona.
Em primeiro plano, Troço do Estradão do Vale do Mondego (está em muito mau estado) que vai desde o alto de Seixas da Beira até à EN 230 perto da Ponte da Atalhada.
Ao lado direito, acima do meio da foto, por debaixo do tufo visível de mimosas e silvados, no alto desse morro, jazem enterrados – abandonados – os vestígios do “Castro do Vieiro” (ou do Crasto, como por aqui também se pronuncia), uma primitiva aldeia castreja cujo início murado remonta a uns 3 000 anos atrás.
Tudo isto – que é belo, ancestral e importante também hoje – está ao abandono. É uma vergonha de desleixo, da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e dos sucessivos Governos que muito têm sido instados por nós para que lá intervenham como lhes compete!
Oliveira do Hospital não é “só” o belo Vale do Alva…
Mas “eles” ignoram, ou fazem-se de ignorantes, e assim deixam devassar este espectacular Património Natural e Antropológico, na Cordinha, a Norte do concelho de Oliveira do Hospital. Até quando ?!
Autor: João Dinis
