Afinal o vereador do PSD enganou-se quando disse ter conhecimento de que o Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas usava o nome da Câmara Municipal para justificar as dívidas junto dos fornecedores.
O engano chegou a valer a retratação de Mário Alves na última reunião de Câmara de 2009, que na ocasião acusou a Escola Secundária de usar aquele argumento.
Na reunião pública do executivo, realizada esta manhã, a vereadora eleita pelo movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre” voltou ao tema para transmitir aquilo que o próprio director da escola lhe tinha comunicado sobre o assunto.
“Em nome da escola nunca foi usada essa desculpa, mas sim usado o nome da Câmara Municipal de forma elogiosa”, afirmou Telma Martinho, garantindo que segundo o director Albano Dinis, a acusação “não é verdadeira”.
Consciente de que quem usou tais argumentos pretendia “vincular” quem saiu da Câmara Municipal, o vereador do PSD lamentou que o director da escola “não controle o que se passa dentro da escola”.
“Se não controla, que passe a controlar e saiba o que é que se passa na sua estrutura”, continuou, lembrando que “foi para isso que foi eleito” e que ele próprio votou em Albano Dinis.
Encarando a possibilidade de aquele argumento ter sido usado por outras pessoas que não o director da Escola, Mário Alves referiu que “não é o senhor director que paga aos fornecedores” e que “ele só assina o que lhe põem à frente”. Contudo, não perdeu a oportunidade para referir que “se fosse director sabia o que é que fazia”.
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, chegou ainda a intervir para verificar que “nenhuma escola tenta denegrir a Câmara Municipal”. “E nós continuamos a efectuar os pagamentos como antes”, continuou.
O vereador do PSD esclareceu, porém, que não gosta de equívocos. “Eu gosto de ser claro e objectivo e também já li que a Câmara Municipal tem uma dívida monstruosa”, verificou, sublinhando que sabe “o que é que isso significa”.
