
“Espero que não se ande a gastar dinheiros públicos em elefantes brancos”, afirmou o ex.presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, dia 6 de Julho, em reunião pública do executivo camarário.
Aquele vereador da oposição defendeu a realização de um novo estudo da carta educativa, com vista a que os alunos que frequentam as escolas do 1º ciclo de ensino básico de Santa Ovaia, Galizes e “eventualmente “ Senhor das Almas, possam vir a ser transferidos para a Escola Básica Integrada da Ponte das Três Entradas.
A ser assim – sublinhou Mário Alves – “isso irá inviabilizar” a construção de um centro educativo em Nogueira do Cravo.
“Acho que há ali um conjunto de escolas que não têm condições”, contrapôs o presidente da Câmara, salientando que o seu executivo vai candidatar a construção daquele equipamento – o projecto, da autoria do arquitecto Carlos Santos, já está concluído – aos fundos comunitários do QREN “porque há verbas disponíveis para isso”.
Argumentando que Nogueira do Cravo é uma freguesia em crescimento com tendência a integrar a “área metropolitana” de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino sustentou ainda que a criação daquele centro escolar teve por base um estudo que o dimensiona para cerca de 200 alunos e defendeu que “terá futuro”.
Sobre a carta educativa (CE), o autarca eleito pelo PS explicou que o seu executivo não vai proceder à sua revisão, uma vez que esse processo poria em causa os “timings” relacionados com a candidatura do projecto ao QREN.
Face à impossibilidade da revisão da CE, o vereador independente José Carlos Mendes aconselhou entretanto a Câmara Municipal a realizar “um estudo com mais dados para se avançar com mais segurança”. “Nós não avançámos sem ouvir um conjunto de parceiros”, ressalvou Alexandrino