O Movimento Associativo Apoio Vítimas Incêndio Midões (MAAVIM) reclamou hoje, em comunicado, “infra-estruturas, acessos e planos de desenvolvimento económico” para o território afectado pelos incêndios de Outubro de 2017.
“Queremos que seja assumida a execução do IC 6/7/37, a passagem do IP3 para perfil de para auto-estrada, a ligação dos concelhos a Sul da IP3, queremos os centros de saúde com urgências abertas capazes, etc”, pode-se ler na missiva que assinala a passagem dos 82 meses daquela catástrofe que atingiu o interior do país.
“Após 2017 perdemos muito dessas valências e o país recebeu milhões de euros da União Europeias para infra-estruturas. É só aplicar esses montantes prometidos no território afectado”, continua.
O MAAVIM refere que pretendem apenas medidas de apoio e desenvolvimento para uma região que ficou ainda “mais deprimida” após a catástrofe de 2017 e acusam a “nova composição da Assembleia da República” de não se lembrar dos lesados de Outubro de 2017.
“Continuamos com milhares de agricultores que nunca receberam qualquer apoio, com centenas de famílias sem as suas habitações e dezenas de empresas que nunca tiveram apoios”, sublinha o comunicado assinado pelo porta-voz do movimento, Nuno Tavares Pereira, reclamando ainda que seja conhecido o “inquérito na Assembleia da República relativo aos incêndios de Outubro de 2017”. Nunca foi aberto e debatido e vivemos de promessas políticas”. “Não somos portugueses de segunda, somos todos iguais e todos devemos ter o mesmo tratamento. Só queremos que cumpram as promessas feitas aos que ainda por cá resistem”, conclui a nota.
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