Home - Opinião - Eleições Presidenciais 2026: Em que o mais seguro é votar pelo seguro…como é óbvio. Autor: Carlos Martelo

Eleições Presidenciais 2026: Em que o mais seguro é votar pelo seguro…como é óbvio. Autor: Carlos Martelo

E mais uma vez as urnas falaram, aliás numa sequência de quatro votações em menos de um ano e em que a 8 de Fevereiro passam a cinco votações.  É muito voto concentrado no tempo…

Desta vez são as eleições presidenciais, no dealbar deste ano de 2026.  A 18 deste mês de Janeiro foi a «primeira volta» em que não houve qualquer candidato com mais de 50% dos votos «válidos». Daí, irmos para uma «segunda volta» a 8 de Fevereiro, com os dois candidatos agora mais votados.  Um deles vai ser Presidente da República Portuguesa provavelmente até 2031…

Ficou agora à frente da votação nacional o candidato António Seguro com 1 754 919 votos o equivalente a 31, 11 % e em segundo lugar ficou André Ventura com 1 326 657 votos = a 23, 52%.   No distrito de Coimbra e no concelho de Oliveira do Hospital estes dois candidatos mantiveram os mesmos lugares relativos. Portanto, há uma linha de coerência nos resultados.

Entretanto, o Almirante Gouveia e Melo e Marques Mendes tendo em conta o número de votos que tiveram, registaram ambos pesadas derrotas eleitorais. Com a particularidade de Marques Mendes também arrastar consigo, em baixa, o PSD e a própria AD que estão no governo.  Cotrim de Figueiredo, levado ao colo pelas suas imagens televisivas e nas redes sociais, obteve um bom resultado eleitoral.

Como apontamento, o anti-candidato eleitoral Manuel João Vieira lá andou como sabemos a fazer disto uma paródia, a gozar com as eleições…  Não concordamos com estas suas brincadeiras que eleições são «coisa» demasiado séria para se gozar com elas e também connosco.  Porém, o homem acaba de obter um resultado significativo dado o contexto e as suas posições. O PCP, com António Filipe apesar de tudo um candidato competente,  cai em votação de eleição para eleição.  Claro que é empurrado para isso por chusmas de «sondagens» e de comentadores televisivos parciais, mesmo hostis, mas a situação agrava-se e o PCP terá que reavaliar estes processos que incidindo no domínio das eleições, acabam depois por ter más consequências sociais e partidárias também.

 E agora, seguro é dar tudo contra ventura !

Estamos então a caminho da «segunda volta» das eleições presidenciais já marcada para 8 de Fevereiro próximo.  É daqui a nada…,

E aí palram já, as televisões e rádios nacionais mais os milhentos «influencers» (influenciadores digitais de opinião) a «fabricar» percepções e sentidos de voto.

E nós também vamos entrar no verdadeiro debate em defesa de convicções. Do nosso ponto de vista em defesa da democracia e da decência cívica!

António Seguro parte para esta «segunda volta» cheio de «gás» proporcionado pelos mais de 400 mil votos que teve a mais que Ventura.  Mas ainda não ganhou a corrida final.  É bom que os seus apoiantes voltem a votar nele a 8 de Fevereiro e que a eles se juntem mais umas boas centenas de milhar de outros votantes.  E que Seguro não descanse nos quase 250 mil votos que outros candidatos já lhe «prometeram».  O segredo está em ir convencer votantes de Marques Mendes, de Gouveia e Melo e de Cotrim Figueiredo.  Com ideias e discurso aglutinadores e serenos.  A demarcar terrenos não entre esquerda e direita no sentido ainda tradicional. Mas a valorizar o que for mais positivo, com ideias e discurso anti-ódio, anti-racismo, com posições em defesa da democracia e da tolerância. Para vir a ser «o Presidente de todos os Portugueses e de todas as Portuguesas»!

Uma referência ainda para Montenegro e o PSD.  O seu candidato escolhido teve um resultado para esquecer e deixou o PSD aparentemente «entalado» tendo em conta indicação de voto para a «segunda volta».  Entre o voto em Seguro ou o voto em Ventura.  Enfim, conhecem bem Ventura que até saiu de quadro do PSD para lhes dar combate com o Chega. A bem dizer, Ventura é um trânsfuga partidário que agora pretende esvaziar o PSD em proveito próprio e dos seus projectos de poder pessoal.

Então, será cometer um grande erro estratégico da parte do PSD e de Montenegro deixarem andar esta «fase do campeonato» a caminho da «segunda volta» de umas eleições presidenciais, sem irem a jogo «contra» Ventura e seus projetos políticos, partidários e pessoais.  Poderão ter cuidado na forma como o fizerem, mas que se posicionem a favor do voto em Seguro «contra» Ventura e o Chega…  Além disto ser o politicamente correto é o mais perspicaz.

Nós acreditamos que Marques Mendes saberá mesmo fazê-lo de forma «elegante», mas ainda assim claramente indicadora de um sentido de voto em Seguro.  Pode até parecer que não, mas este será o caminho mais indicado também por uma questão de sobrevivência política e partidária, para manter André Ventura e o Chega dentro de baias onde merecem e devem estar circunscritos.  E também já perante novas eleições legislativas. Mesmo Cotrim de Figueiredo, pelos mesmos motivos principais, se deverá pronunciar favoravelmente a Seguro.

Vá lá, vão pelo mais seguro !   Como eu vou…

Carlos Martelo

 

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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