Os sucessivos escândalos que não cessam de vir a público mostram bem como a hierarquia da Igreja Católica, da base ao topo, sofreu (e sofre) da perversão mais arrepiante, do crime do «abuso sexual» – mesmo violação – sobre menores, a começar por crianças. Uma brutalidade!
Tem a Igreja a virtude, que não é pequena, de se ter aberto à investigação externa depois de décadas de encobrimentos. Esperemos que a Instituição «ressuscite» e, por assim dizer, saia das chamas deste Inferno… E que saiba imbuir-se de uma santa sabedoria para trabalhar em colaboração com outras Entidades envolvidas no processo e que, sobretudo, saiba ressarcir de alguma forma as vítimas já consumadas, desde logo no apoio de que estas precisam e a que têm direito. Entretanto, mais vale prevenir que remediar…
A Igreja Católica e seus dignatários pecaram! Mas haverá muitos, muitos mais!
Entretanto, não podemos esquecer que é no seio das famílias que mais casos desses, e ainda mais arrepiantes, há. Ou seja, a semente do impulso dos agressores – ou dos «predadores sexuais» – foge ao nosso entendimento comum em como perscrutar causa e efeito sob pontos de vista ditos «normais».
Pode-se dizer que o crime permanece latente e pode eclodir até de onde menos se espera. Por isso, um tal «fenómeno» é muito difícil de combater, de impedir, sequer de manter sob controlo. Mas é necessário fazer os possíveis e os impossíveis para se conseguir reduzir em muito o impacto brutal e quase sempre duradouro que tem sobre tantas e tantas vítimas indefesas. Não, não basta aumentar a repressão sistémica sobre os prevaricadores.
A situação antevê-se dramática, generalizada, insuportável! O problema dos «abusos sexuais» – incluindo crimes por violação sexual – é estrutural e também não se impõe assim tão frequentemente por «loucura» acidental dos seus autores. É necessário agir preventivamente e aos mais variados níveis e âmbitos de alguma forma tal como se combate uma grande epidemia. As instituições e as pessoas devem agir com a maior firmeza e a maior sabedoria! Valerá a pena! Também porque não há alternativa.
Partido “Chega” afinal também é «machista» ou em linguagem mais fina «misógino»?
A «Lei dos Partidos Políticos» aprovada democraticamente em Portugal por Órgãos Constitucionais de Soberania, diz a dada altura:
– «Artigo 28º – Participação Política.
Os estatutos (dos Partidos Políticos) devem assegurar uma participação directa, activa e equilibrada de mulheres e homens na actividade política e garantir a não discriminação em função do sexo no acesso aos órgãos partidários e nas candidaturas apresentadas pelos Partidos Políticos».
Bem, não nos demos ao trabalho e de ir escrutinar os «controversos» Estatutos do Chega que, é sabido, têm esbarrado com o Tribunal Constitucional. Mas lemos o que veio a público muito recentemente com as eleições da «Comissão Concelhia de Oliveira do Hospital» deste partido em que são homens todos os seus 7 membros divulgados ?!
E indo à procura na Net, verificámos que na «Comissão Política Distrital de Coimbra», dos 12 membros dos respectivos Órgãos Sociais, apenas há 2 mulheres e em cargos de menor visibilidade.
Portanto, a outras características perturbadoras que afastam este Chega das virtudes da Democracia saída do 25 de Abril, é legítimo considerar, e juntar, que ao que se vê por aqui perto pelo menos, também junta a misoginia. Atenção Mulheres, fica o aviso!…
Autor: Carlos Martelo
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