Alexandrino louvou a atitude e assegurou já ter sido encontrado “ponto de equilíbrio” que permite continuação da escola no concelho.
“Para nós, enquanto alunos é-nos bastante frustrante esta situação de descontinuidade dos cursos atuais , já que é para estes mesmo cursos, que nós temos vindo a desenvolver as nossas aptidões profissionais, desde o secundário ao Ensino Superior”, afirmou ontem a presidente da mesa da assembleia geral da Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH).
Natural de Coimbra, mas a frequentar um dos cursos da ESTGOH, Ana Rita Mendes acompanhada por quatro colegas, deu assim voz à preocupação em torno do possível encerramento dos cursos atualmente ministrados na ESTGOH e pediu ajuda “a todas as entidades responsáveis neste projeto” para que “acompanhem os alunos nesta caminhada”, a fim de “se garantir o futuro escolhido por cada um dos alunos da escola”.
A acompanhar a jovem estudante estiveram também colegas que, tal como ela, não residem no concelho mas que reconhecem a mais valia da escola para a formação que estão a desenvolver e para o próprio desenvolvimento de Oliveira do Hospital.
“Apaixonei-me por Oliveira do Hospital e quero acabar o curso cá e que ,também, os meus colegas que residem no concelho tenham possibilidade de terminar aqui o curso, porque caso contrário não o poderão fazer noutro lugar”, referiu uma estudante de Administração e Marketing, natural do Porto, que teima em não abandonar a ESTGOH.
O mesmo acontece com um aluno de Engenharia Civil, oriundo de Alcobaça, que se posiciona do lado dos que lutam pela continuidade da escola e dos atuais cursos em Oliveira do Hospital.
Trabalhadora – estudante, Teresa Castanheira também foi ontem à presença do executivo dar o seu próprio exemplo e destacar a importância da escola para alunos que, tal como ela, escolheram a ESTGOH para uma nova oportunidade académica. “Se a escola sair, os trabalhadores estudantes não irão atrás dela”, referiu a aluna assegurando que os alunos que até agora têm resistido às turbulências que já afetaram a escola “ainda não saíram porque a escola é nossa”. Teresa Castanheira deixou ainda um recado aos responsáveis de Coimbra: “se a escola fechar, os alunos não vão atrás dela para Coimbra”.
“As escolas têm que se adaptar”
Satisfeito pela mobilização dos estudantes em defesa da ESTGOH – “dou-vos os parabéns”, frisou – o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital assegurou aos alunos também não aceitar a descontinuação dos cursos, mas sim a substituição por novas licenciaturas.
“As escolas têm que se adaptar”, referiu José Carlos Alexandrino, certo de que “virão cursos muito interessantes para Oliveira do Hospital”.
Ao grupo de alunos, o autarca falou de uma “mudança nas negociações” e “da possibilidade de cursos novos que realmente tragam alunos”.
Numa olhar sobre um passado recente que chegou a colocar em causa a própria continuidade da ESTGOH em Oliveira do Hospital, Alexandrino lamentou ainda a existência “de coisas na própria escola que nem sempre são nítidas”. “Há professores que devem muito a esta escola e não percebo a falta de solidariedade de alguns”, frisou o presidente, considerando porém que, neste momento, se encontrou um “ponto de equilíbrio”. Para isso, Alexandrino valorizou a “solidariedade”dos presidentes das restantes escolas do IPC.
Numa altura em que se perspetiva a mudança da oferta formativa da escola para a área da Saúde, o presidente de Câmara considera ter-se encontrado “um ponto de equilíbrio”, pelo que entende que também deve haver “bom senso para que a escola continue a ser realidade em Oliveira do Hospital.
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