A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou, na terça‑feira, por maioria, o Orçamento para 2026, no valor de 50,4 milhões de euros, o maior de sempre no concelho, com a abstenção do PSD e dos presidentes das juntas de freguesia de Meruge e de Vila Franca da Beira, ambos da CDU, e os votos contra do movimento Oliveira, o Motivo. Apesar da aprovação, os grupos que se abstiveram e que votaram contra não pouparam nas críticas ao documento.
O executivo municipal defende que o orçamento ascende a 50,4 milhões de euros, traduzindo um aumento de 16,2 por cento em relação a 2025 e representa o maior volume orçamental da história do município. O presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, sublinha que o documento, acompanhado pelas Grandes Opções do Plano e pelo Plano Plurianual de Investimentos para 2026‑2030, “marca o início de um novo ciclo político, assente numa gestão financeira sólida, na continuidade de um projecto de desenvolvimento consistente e na ambição de responder com eficácia aos desafios do nosso tempo”. O autarca acrescenta que o Orçamento tem força e reflecte a determinação do município em investir na qualidade de vida das pessoas, na modernização do território e na construção de um futuro mais justo, coeso e sustentável.
O eleito do PSD, Mário Alves, porém, considerou que o Orçamento pouco contribui para enfrentar os problemas que se colocam ao concelho, como “o decréscimo populacional e o combate uma economia em recessão, marcada pelo encerramento de empresas e serviços, bem como pela generalização do salário mínimo.
Já Sebastião Barbosa, do Oliveira, o Motivo, entende que o documento não serve o desenvolvimento local e sugeriu que o executivo tivesse recorrido ao programa eleitoral do movimento, apresentado na campanha de Outubro. Sónia Martins, também do Oliveira, o Motivo, destacou que, embora se trate do maior Orçamento de sempre do município, o montante global não garante mudança nem traduz visão estratégica, inovação ou transformação estrutural para o concelho oliveirense.
Por seu lado, os presidentes das juntas de Meruge e de Vila Franca da Beira, João Abreu e João Dinis, salientaram a insuficiência das transferências para as freguesias e a ausência de obras que consideram prioritárias.
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