O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio Midões (MAAVIM) acusou hoje o Governo de ter deixado as populações afectadas pelos incêndios de Agosto na região de Leiria e Serra da Estrela sem acesso ao apoio simplificado, uma medida, recordam, que foi instituída após a tragédia de Pedrógão, em 2017.
“Embora muito se fale acerca do assunto dos incêndios e que o problema tem de ser resolvido, continuamos com os mesmos problemas e sem fim à vista, Ano Novo, problemas velhos”, refere o movimento continua a reivindicar ajudas para os lesados e à população afectada com os incêndios de Outubro 2017.
Os responsáveis deste movimento recordam que a prevenção é fundamental. “Embora muito se fale acerca do assunto dos incêndios e que o problema tem de ser resolvido, continuamos com os mesmos problemas e sem fim à vista: Ano Novo, problemas velhos. “Ainda esta semana, numa reunião em Lisboa, com todos os países europeus se debateu o tema dos Incêndios. Conforme disse o Comissário Europeu de Gestão de Crises, Janez Lenarčič, em Lisboa, por cada euro investido na prevenção, poupam-se dois euros em prejuízos”, sublinham.
Referindo que é preciso acabar com a burocracia no combate aos incêndios, os responsáveis da MAAVIM referem que os bombeiros não podem estar à espera de ordens de Lisboa. “Não queremos que venha o Exmo. Sr. Presidente da República para o território de bolsos vazios. Não se combatem os Incêndios, sem combater a desertificação e a desertificação combate-se apoiando quem está no território, porque isso fica mais barato a todos os portugueses”, dizem, lembrando que “ainda não veio um cêntimo de apoio para os prejuízos dos Incêndios de Agosto de 2022”.
A MAAVIM recordou também o desaparecimento esta semana do empresário Carlos Santos, natural de Mêda de Mouros, concelho de Tábua, que “sempre ajudou as populações através da Maavim e directamente logo após os Incêndios de 2017 e em outras ocasiões”. “A ele e à família os nossos sentimentos e obrigado”, concluem.
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