A vitória individual de José Carlos Pinto, natural de Lagares no concelho de Oliveira do Hospital, marcou este domingo em Lagoa o 102.º Campeonato Nacional de Corta-Mato Longo. A conquista do título nacional abriu um dia importante para o atleta que compete como individual, ele que completou as sete voltas ao percurso, 7,47 km no total, em 22 minutos e 14 segundos. O ouro surge cerca de um mês depois de ter feito história na Noruega, tornando-se no primeiro português a correr abaixo dos 28 minutos nos 10 km estrada.
Em Lagoa, José Carlos Pinto confirmou o momento de forma ao superar toda a concorrência nacional. Miguel Moreira, do Benfica, campeão em 2024, terminou em 22:19, enquanto Etson Barros, também do Benfica, fechou o pódio em 22:34. O queniano Victor Kimosop foi o primeiro a cortar a meta, em 21:56, sem interferir na atribuição do título nacional.
No final da prova, o atleta descreveu a vitória como um momento marcante da carreira. Disse que “estou extremamente feliz por este título, a primeira vez que fiz corta-mato longo foi há dois anos, aí tinha zero de preparação e decidi entrar para ajudar a minha equipa. Hoje, estou com um ‘background’ diferente deste último ano, e por isso foi diferente, estava muito confiante e sabia que posso estar ao nível dos melhores do mundo em qualquer disciplina, então não tinha nada a perder”.
Acrescentou que alcançou “uma sensação muito boa” ao conquistar o primeiro título nacional, garantindo que não tinha “dúvida alguma” de que seria campeão. Recordou que o objectivo principal é o Europeu de Corta-Mato, agendado para Dezembro, e que a experiência adquirida no percurso poderá ser decisiva. Admitiu que, quando treinou em Lagoa pela primeira vez, sentiu que se tratava de “uma pista muito complicada”, embora a prova tenha sido “menos difícil” do que antecipara, realçando que o terreno rápido pode favorecer ainda mais o ritmo no Europeu, caso não chova.
José Carlos Pinto adiantou ainda que entrará brevemente em estágio e que essa preparação será determinante para o desempenho internacional. Reafirmou que os seus objectivos de carreira “mantêm-se inalterados”, continuando a apostar nos 1500 metros, embora assuma que a preparação é “muito abrangente” e que gosta de correr “em qualquer disciplina”.
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