Foram escassos os argumentos de que o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital se valeu, para explicar a abertura e o posterior aterro de um buraco, junto à localidade da Carvalha, na freguesia de Penalva de Alva.
“O buraco foi aberto, porque havia pessoas que diziam que havia água naquele espaço”, referiu Mário Alves, sublinhando que pelo facto de não dar água “se mandou parar os trabalhos”.
O autarca respondia assim à intervenção de José Francisco Rolo que, na última reunião pública do executivo, questionou o edil sobre os custos da abertura e consequente aterro do buraco.
“Obviamente que foi um erro abrir um buraco naquele espaço sem ser feita uma peritagem”, referiu o eleito socialista, questionando se “era expectável haver água naquela altitude”. Na opinião de Rolo, “houve precipitação e não houve peritagem”.
Revelando não estar em condições para adiantar os custos dos trabalhos, por falta de documentação no momento, o presidente da Câmara remeteu para “os indivíduos que fazem furos”, a responsabilidade de não ter sido encontrada água no local.
“Eu não sou vedor”, clarificou Mário Alves, explicando que o ponto de água existente nas proximidades e financiado pelo programa Agris está a ser abastecido – “com três tancadas”, especificou – pelos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital.
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