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Câmara acredita na criação de mais mil postos de trabalho a médio prazo e aprovou expansão do metrobus de Serpins (Lousã) até Arganil

Autarquia estima que, dentro de cinco a seis anos, com a ampliação da Área de Acolhimento Empresarial da Relvinha, ter mais mil pessoas a trabalhar em Arganil, o que justiça a extensão do novo meio de transporte até àquela área.

A Câmara Municipal de Arganil aprovou o estudo para expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego, de Serpins (Lousã) a Arganil, encomendado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra. Apesar de aprovação unânime, o executivo camarário manifestou a sua discordância quanto à pontuação (nula) atribuída ao factor “potencial de expansão da rede”.

O presidente da Câmara, Luís Paulo Costa, realça o esforço realizado conjuntamente com a Câmara Municipal de Góis para a concretização de uma solução que representa um passo determinante para o desenvolvimento territorial, atractividade e competitividade de ambos os concelhos. O estudo agora aprovado pelas Câmaras de Arganil e de Góis estima que esta expansão para os dois concelhos venha a ter um investimento total de 108 milhões e um investimento médio por novo passageiro por ano de entre 280 e 310 euros, apresentando uma pontuação de 0,07 (entre 0 e 1) no critério económico.

O Município de Arganil entende que estão reunidas as condições para poderem ser honradas as sucessivas decisões que nunca chegaram a ser cumpridas e que prejudicaram de forma significativa os concelhos de Arganil e de Góis. O presidente da Câmara Municipal de Arganil defende que “é uma forma do Estado assegurar que uma história com mais de 140 anos é finalmente concretizada e que um prejuízo com mais de 140 anos é finalmente ultrapassado”.

“Atendendo à ampliação da nova Área de Acolhimento Empresarial da Relvinha, estimamos que em 5, 6 anos tenhamos mais mil pessoas a trabalhar em Arganil, pelo que levar o traçado até àquela zona poderia ser muito importante ao nível da população servida”, salienta o presidente da Câmara.

Recorde-se que o comboio chegou à Lousã em 1907 e daí não passou durante algumas décadas; ainda que tenham sido efectuadas expropriações até Arganil e realizados diversos trabalhos de construção civil, como abertura do canal, terraplanagens e abertura de túneis. “Foi um processo do ponto de vista histórico que teve poucos avanços e muitos recuos, e consideramos que a circunstância que determinou o seu desfecho foi muito penalizadora para a nossa região e para o nosso concelho”, frisa Luís Paulo Costa.

Em 2011, a Câmara Municipal de Arganil analisou, do ponto de vista técnico e do ponto de vista financeiro, um eventual prolongamento de linha até Arganil, num modelo convencional. “Conclui-se, então, que se tratava de uma solução efectivamente insustentável e inviável, que não havia como rebater”, refere o autarca salientando que há cerca de um ano e meio, quando se começou a repensar o sistema de mobilidade do Mondego, entenderam, conjuntamente com o Município de Góis, que era apropriado solicitar que o processo fosse retomado. “E que a extensão da ligação fosse incluída nos estudos desenvolvidos pela CIM Região de Coimbra, enquanto autoridade de transportes”, conta Luís Paulo Costa

Tornam viável este processo e concorrem para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego, de Serpins (Lousã) a Arganil, dois factores determinantes, defende Luís Paulo Costa. Por um lado, a alteração da abordagem tecnológica, que permitiu “deixar de lado o comboio e o caminho-de-ferro convencional para se considerar o sistema de metrobus, que faz uso de veículos tipo autocarro, movidos a electricidade”. Trata-se, por isso, de uma solução “mais económica e mais ágil”. Por outro lado, “está em cima da mesa o PRR, que conta com 15 mil milhões de apoio financeiro sentindo comunitárias e um valor muito significativo dedicado aquilo que se chama descarbonização, utilização de novos meios de mobilidade menos poluentes”.

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