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Deixem as Crianças brincar também em Parques Infantis! Autor: João Dinis, Jano

“Bilhete Postal” desde a cidade de Oliveira do Hospital.

O Parque Infantil situado ao cimo do Largo Ribeiro do Amaral, é usado por muitas Crianças, mesmo de fora da Cidade, dada a sua centralidade e espaço disponível.  Tem vários aparelhos lúdicos o que permite uma ampla utilização em simultâneo por várias Crianças.  Enfim, poderia levar uma cobertura removível (ou não), daquelas leves mas capazes de amenizarem um pouco o calor do Sol e de apararem a chuva.  Porém, em vez disso, o piso ostenta – é o caso, ostenta – grandes brechas, em profundidade e largura que engolem uma mão-travessa em vários sítios, brechas essas que ficam entre as placas flexíveis que compõem o piso, aos quadrados, e que deviam estar bem unidos uns aos outros mas que não estão.  O resultado, como bem se pode ver lá, é que assim aumenta o risco de quedas, de lesões em articulações, em pés, etc, da garotada que por lá corra, salte e se divirta.

E assim sendo, já tarda em demasia o correspondente arranjo do piso deste Parque Infantil, o que compete à Câmara Municipal para não falarmos na Junta de Freguesia local.  Já agora, cabe à Câmara Municipal esclarecer  também se tem ou não seguro contra acidentes nos Parques Infantis Municipais do Concelho e deste em especial.

Enfim, as coisas mudaram muito desde há umas décadas para cá. Quando nós fomos Criança, a rua era o nosso “campo de jogos” e também o “pavilhão” e o “parque infantil” a céu aberto, sobretudo nas Aldeias, Vilas e Cidades mais rurais. Havia até um “calendário” informal mas efectivo que orientava os jogos mais praticados pela garotada a cada época do ano.  Sim, a rua era a grande “escola” onde se aprendia e praticava intensivamente o “desporto” e o “recreio” possíveis, aqueles que exigiam menos meios para os praticar, sozinhos ou em grupo.  Claro que muitas Crianças tinham mais liberdade para isso que outras (fui um felizardo) mas praticamente todas passavam por essa “escola” que, muitas vezes, funcionava relativamente à margem dos adultos ou dos jovens que procuravam companhia mais ao seu nível etário. Agora, já não é assim, que mesmo as Crianças para praticarem actividades lúdicas ou desportivas precisam que lhes proporcionem as infra-estruturas e outros meios específicas. Ou seja,  precisam de “campos de Jogos” e de “parques infantis”, devidamente preparados, para já não falarmos de Pavilhões e de Piscinas.

Bonito Parque Infantil das actuais Escolas Primárias da Cidade vai desaparecer.

É necessário construir pelo menos mais um outro !

Ao que nos dizem os “propagandistas” militantes de turno, em breve o novo edifício da nova ESTGOH, Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, vai ser “enxertado”, ali, naquele espaço (desadequado para um tal efeito) onde têm funcionado as Escolas Primárias dentro da Cidade.  Como também (ainda) se pode lá ver, existe um bom Parque Infantil nesse mesmo espaço o qual até costuma ser franqueado, e ainda bem, a Crianças que não frequentam essas Escolas.  Pois a construção da nova ESTGOH vai “sacrificar” este Parque Infantil parece que para lá também ser “enxertado” um Parque de Estacionamento. A ser assim, as Crianças ficam sem o Parque Infantil para os adultos disporem de um Parque de Estacionamento ou seja, as Crianças ficam a perder, e muito !  E se há Crianças a perderem o seu direito à brincadeira, com elas perde o Mundo todo…

“Campus Educativo” está muito betão…

O “aglomerado” modernaço, caro e pretensiosamente baptizado de “Campus Educativo”, também ele “enxertado”, por acaso a custo, ali onde se encontra, apresenta-se como novo mas está “incompleto” do ponto de vista realmente educativo.  É que se destina a até 480 Crianças em idade pré-escolar e de primeiro ciclo – Jardim Infantil e (ex) Escola Primária. Tem, este “Campus”,  algumas infra-estruturas de registo prontas a ser utilizadas em actividades lúdico-desportivas.

Pois também agora a Câmara deve encarar a resolução da manifesta falta de capacidade da Piscina Municipal Aquecida para acolher a Criançada do “Campus Educativo” que lá anda pertinho, a menos de 5 minutos a pé… E, isto, sem esquecer o até agora esquecido acesso de Crianças das Escolas da periferia do Concelho…

Entretanto, a reclamação primeira é no sentido de ser corrigida a situação deficitária em Parques Infantis na Cidade e mesmo em algumas Povoações do Município.  Aliás, o “Parque dos Marmelos” não dispõe de um verdadeiro Parque Infantil com aqueles aparelhos que se conhecem como os mais frequentemente acessíveis.  Tem vários aparelhos, sim, porém mais “duros” e menos apropriados a Crianças entre, vamos lá, os 4/5 e os 10 anos.

E como acreditamos que não há uma verdadeira Escola sem um Campo de Jogos em condições e que um bom Campo de Jogos já é, por si só, uma Escola, fazemos votos de que a Junta de Freguesia da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e  S. Paio de Gramaços e a Câmara Municipal tratem do colmatar uma tão injusta carência em Parques Infantis na Cidade.  E que a Câmara proceda a um levantamento de idênticas carências no Município e que as corrija também.

É que se as nossas Crianças não brincarem (muito) agora, quando tiverem 100 anos de idade correm o risco de já não ir a tempo…

“Post scriptum” (acrescento posterior) :

Ao meu  “Bilhete Postal” : – “Deixem as Crianças brincar também em Parques Infantis”.

Venho dar conta de uma certa cronologia dos factos.  
Então, a foto que se publicou no “Bilhete Postal” e que exibe algumas das brechas que havia no piso do Parque Infantil citadino, ao cimo do Largo Ribeiro do Amaral, essa foto foi por mim tirada a 30 de Setembro passado. 
E ainda nesse dia, escrevi o meu acima nomeado “Bilhete Postal”, artigo que enviei no dia seguinte para a redacção do CBS, sendo que fui informado da intenção desse mesmo artigo ir sair no CBS em papel e isto para além do CBS “online” o que poderia acontecer oportunamente.
Entretanto, no dia 27 de Setembro, o mesmo  assunto tinha sido levantado, e bem, por um Oliveirense (como “público”) durante a sessão da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.
Depois, a 3 deste mês de Outubro, fui eu casualmente informado por um cidadão que a Câmara Municipal mandara rectificar, dizem-me que a até 2 de Outubro, as tais brechas no piso desse Parque Infantil.  Ora, ainda bem e já foi tarde !   Entretanto, o CBS em papel já estava paginado e “fechado”…pelo que já não deu para introduzir nele alterações.
Mas cumpre assinalar estes factos para precisar contextos..
E, já agora, cumpre também reafirmar que vale sempre a pena reclamar, e insistir, nos assuntos que nos tocam para que estes sejam convenientemente tratados por quem de direito, neste caso pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

 

 

 

Autor: João Dinis, Jano

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