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Governo atribui medalha de mérito cultural a Alfredo Cunha, natural de Celorico da Beira

Nasceu em Celorico da Beira e ali passou toda a infância. Fotografou alguns dos momentos mais icónicos do 25 de Abril e é autor do célebre retrato de Salgueiro Maia. Aos 71 anos, Alfredo Cunha é distinguido pelo Governo com a medalha de mérito cultural, numa cerimónia que homenageia dez personalidades e uma associação pelo contributo prestado à cultura portuguesa.

O fotógrafo Alfredo Cunha, nascido a 8 de Outubro de 1953 em Celorico da Beira, onde passou toda a infância, é uma das dez personalidades distinguidas pelo Ministério da Cultura com a medalha de mérito cultural. A cerimónia de entrega está marcada para quarta-feira, na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, e será presidida pela ministra da Cultura, Dalila Rodrigues. Segundo nota divulgada pelo Governo, o galardão reconhece mais de 50 anos de carreira como “um testemunho visual da História contemporânea portuguesa”.

Fotógrafo oficial dos Presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares, Alfredo Cunha colaborou com jornais como O Século, Público (do qual foi um dos fundadores) e Jornal de Notícias. É autor de algumas das imagens mais emblemáticas da Revolução de Abril, incluindo a icónica fotografia de Salgueiro Maia. Durante a sua carreira, documentou também diversos acontecimentos internacionais como a queda do regime comunista na Roménia, em 1989, e a Guerra do Iraque, em 2003. E a 13 de Fevereiro de 1996, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. No ano passado foi também distinguido pela município de Celorico da Beira.

Actualmente, reside em Coucieiro, no concelho de Vila Verde, mas nunca esqueceu as suas raízes beirãs.

Além de Alfredo Cunha, serão também distinguidos:

António Carmelo Aires (1937), coleccionador e investigador cujo acervo de arte pastoril do Alentejo originou, este ano, um espaço museológico na vila de Redondo;
Emília Nadal (1938), artista plástica com obra nos domínios do desenho, gravura, vídeo-performance, figurinos e cenografia;
José de Guimarães (1939), artista, coleccionador e mecenas de projecção internacional, com obra influenciada por referências de África e do Oriente;
José Manuel Castanheira (1952), cenógrafo e arquitecto com mais de 300 cenografias criadas para teatro, em Portugal e no estrangeiro;
Manuela Júdice (1950), gestora cultural, ex-vereadora, antiga dirigente da Casa Fernando Pessoa e da Casa da América Latina;
Querubim Rocha (1940), mestre oleiro e ceramista de Bisalhães, reconhecido pela preservação da olaria de barro negro, classificada pela UNESCO como património imaterial;
São José Lapa (1951), actriz e encenadora com uma carreira marcada pela diversidade de repertórios e pela consistência artística;
Augusto M. Seabra (1955–2024), crítico e programador cultural, homenageado a título póstumo pela sua vasta obra de valorização da cultura portuguesa;
Pedro Sobral (1973–2024), dirigente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, também distinguido a título póstumo pelo trabalho na promoção do livro e da leitura.

Será igualmente atribuída uma medalha à PORTA 33 – Associação Quebra Costas Centro de Arte Contemporânea, sediada no Funchal, pela relevância da sua programação regular de arte contemporânea na Madeira desde 1989.

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