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Governo reforça meios das Forças Armadas no combate e prevenção de incêndios

O ministro da Defesa Nacional assegurou hoje que as Forças Armadas vão participar no combate e prevenção de incêndios. Nuno Melo, que falava à margem da apresentação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) que hoje decorreu em Leiria, destacou o investimento que o Estado tem feito nas Forças Armadas, afirmando que, “nessa perspectiva, também a prevenção vai ser alargada ao combate, através de meios aéreos, com helicópteros Black Hawk” e aviões C-130.

“Os pilotos foram treinados e os primeiros helicópteros serão empenhados este ano, precisamente em 2026, no combate aos fogos. Ao mesmo tempo, partiu já deste Governo a resolução do Conselho de Ministros, que garante a implementação em aeronaves C-130 de dispositivos de combate a incêndios, seja com água ou com produto retardante”, acrescentou.

Para Nuno Melo, o Estado tem de recuperar a “capacidade que já teve e perdeu”. “Defendemos, e eu particularmente na defesa nacional, que o Estado deve investir para dotar as Forças Armadas de meios próprios que, em situações de emergência, possam ajudar naquilo que é um esforço de apoio à população civil”, sublinhou o governante.

O ministro reforçou que “os três ramos das Forças Armadas estão empenhados no terreno, nesta prevenção e no combate”, reconhecendo, porém, que “este é um caminho que não se faz de um dia para o outro”. “Neste ano de 2026 terá as Forças Armadas com mais meios e mais militares no terreno do que teve em 2025, do que teve em 2024, num caminho que será sempre maior em relação ao futuro”, disse.

Segundo Nuno Melo, a intervenção militar é útil em diferentes cenários: prevenção e combate a incêndios, emergência médica, transporte de órgãos para transplantes ou apoio a investigações criminais. Questionado sobre o efectivo disponível face a compromissos internacionais, garantiu que “terão todas as suas capacidades e equipamentos à altura necessária e disponíveis para esta missão, tal qual é desenhada e pedida também pela Administração Interna”.

O ministro salientou ainda que “aquilo que aqui hoje foi dito não foi um exercício de retórica. Os tempos são realmente muito difíceis e sensíveis. As previsões são, em certa medida, alarmantes. E nós, entidades públicas, temos de estar à altura dos desafios. Simultaneamente, precisamos também da colaboração das pessoas”.

O CIPO foi instalado numa viatura da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) estacionada nos Bombeiros Sapadores de Leiria. A estrutura tem como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos, com o objectivo de reduzir o risco de incêndio rural antes do Verão.

O projecto envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar, e integra a ANEPC, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Guarda Nacional Republicana, Liga dos Bombeiros Portugueses e Estado-Maior-General das Forças Armadas.

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