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Hotel Quinta dos Cedros, em Celorico da Beira, recebeu simulacro de incêndio que envolveu um forte dispositivo logístico de socorro e de combate às chamas

O hotel Quinta dos Cedros, em Celorico da Beira, foi alvo de um simulacro de incêndio, com vítimas, que envolveu algumas dezenas de elementos de várias corporações de bombeiros e outras autoridades, como a GNR. Um cenário que contou com cerca de 15 viaturas, desde ambulâncias a carros de combate a incêndios urbanos. Um teste que os seus responsáveis procuraram que se aproximasse o mais possível da realidade, com necessidade de socorrer cinco feridos e de retirar uma vítima mortal localizada pelos cães (de raça Belga Malinois) da equipa cinotécnica da corporação do Sabugal. O Centro de Saúde local foi também envolvido em todo o processo de socorro.

“Este simulacro serve para dar a conhecer aos responsáveis políticos, população em geral e à própria GNR, os meios e os procedimentos necessários de segurança num caso destes, em que temos um incêndio que teria tido início na cozinha e envolvia feridos que estavam desaparecidos e pessoas que era necessário resgatar do primeiro andar através de viaturas com escadas”, ia explicando pormenorizadamente o Coordenador Municipal da Protecção Civil que organizou ao mais pequeno detalhe todo este evento. “Muita gente não faz ideia dos meios envolvidos neste processo, da logística, desde as comunicações ao transporte das vítimas para o Centro de Saúde”, contou Carlos Almeida que é também comandante dos Bombeiros Voluntários de Celorico da Beira.

Sublinhando que este é um treino para os elementos das várias áreas envolvidas no socorro num sinistro deste género, Carlos Almeida salientou que o simulacro que serve também para testar as medidas de autodefesa do próprio Hotel. “Estes exercícios são obrigatórios anualmente ao abrigo do plano municipal de emergência”, reforçou, agradecendo a disponibilidade do hotel do Grupo TAVFER para a realização de um exercício que implicou uma logística enorme e onde até os feridos e o alegado morto foram maquiados de forma realística.

O responsável pelas unidades hoteleiras do grupo na região sublinhou que a protecção civil não tem nada a agradecer porque se trata de um treino que pode fazer a diferença entre a vida ou a morte. “Temos de estar sempre dispostos a ajudar a salvar vidas. Os nossos hotéis estão sempre disponíveis, porque estes simulacros podem salvar vidas e ajudam as nossas unidades a melhorarem a sua capacidade de defesa. De resto, os nossos estabelecimentos procuram estar sempre na vanguarda da segurança”, explicou Nuno Tavares Pereira. “Este simulacro, quando comparado com a teoria, tem a vantagem de se aproximar da realidade, o que é importante para detectar qualquer falha. E nós seguimos sempre as melhores práticas Isto é bom para nós, para as autoridades e para a população”, rematou.

No local, a acompanhar todo o processo do simulacro, esteve o presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, e a vereadora com o pelouro da Protecção Civil, Teresa Cardoso. “Todos desejamos que nada disto aconteça. Mas o diabo está atrás da porta e nunca se sabe, nada como estar preparados e estes exercícios certamente ajudam muito”, referiu Carlos Ascensão, para quem os dias quentes e secos que se aproximam podem ser complicados para os bombeiros. “Mas vamos acreditar que os vossos dias serão calmos, porque nesse caso serão calmos para toda a gente”, rematou.

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