“A tal missiva, que foi efectivamente recebida, não obtivemos qualquer resposta, nem sequer por delicadeza, vimos acusada a sua recepção. O silêncio de V. Exa. permite-nos, pois, concluir, à luz do conteúdo da mesma, que, o de novo anunciado concurso público, mais não é, como ali referimos, do que um capítulo dos habituais censuráveis expedientes destinados a iludir os povos desta região, ‘dando a mão’ aos autarcas do seu partido, com vista às eleições do corrente ano”, acusam em nova missiva que seguiu na quarta-feira para Lisboa.
“Permita-nos Sr. Ministro, que a título de desabafo, digamos a V. Exa. que vai cada vez mais longe o tempo em que Ministros, Secretários de Estado ou outros membros dos Governos da Nação, tinham, ao menos, a elegância, a cortesia e até a humildade de responder aos cidadãos ou a quem os representa. Quanto mais não fosse, o respeito pelos cidadãos impunha a V. Exa e/ou ao seu gabinete que, ao menos, acusassem a recepção da carta que enviámos”, continuam, lembrando que o movimento independente Juntos Pela Nossa Terra – Seia (JPNT) vai participar nas eleições autárquicas e para ganhar.
“Temos fundadas esperanças de conseguir vencer as eleições nos diversos órgãos autárquicos do concelho de Seia, resgatando a Nossa Terra e a Nossa Gente do poder que, exercido ao longo de décadas pelo partido de V. Exa, tem agrilhoado o progresso e desenvolvimento e podendo, assim, de forma mais institucional, directa e pessoalmente dizer a V. Exa, ou outro Sr. Ministro que ocupe a sua pasta, o que pensamos sobre o abandono, as deselegâncias e desconsiderações a que a nossa terra, a nossa região e todos nós, que por aqui vamos resistindo, temos sido sujeitos pelo poder central”, rematam.
