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“La Vuelta” [no interior de Portugal] é “um momento marcante para projectar o território e o que ele tem para oferecer”

La Vuelta (Volta a Espanha) foi hoje apresentada em Castelo Branco, tem início em Lisboa e, na terceira etapa (19 de Agosto), percorre vários concelhos do Centro de Portugal como Góis, Arganil, Oliveira do Hospital ou Seia…

O presidente da CM de Castelo Branco referiu hoje, durante a apresentação da “La Vuelta” que tem início, a 17 de Agosto, em Portugal, que “este vai ser um momento marcante para projectar o território o que ele tem para oferecer” e que já deixou os hotéis do concelho lotados. As duas primeiras tiradas desta prova, além do contra-relógio, levam os ciclistas a passar por 15 municípios de territórios de baixa densidade do Centro de Portugal, particularmente na segunda etapa, no dia 19 de Agosto, que liga a Lousã a Castelo Branco, com a caravana a passar por Góis, Arganil, Oliveira do Hospital, Covilhã, Fundão, Seia e Castelo Branco.

Leopoldo Rodrigues manifestou-se entusiasmado e expectante com o retorno financeiro, imediato e a prazo, disse serem esperados “dezenas de milhares de espectadores” também espanhóis, tendo em conta que é um concelho fronteiriço, e acrescentou que o desejo é que quem se desloque ou veja as imagens televisivas “opte no futuro por desfrutar do que Castelo Branco tem para oferecer”.

“Toda a região envolvente à Lousã vai sentir os efeitos positivos imediatos e directos”, salientou o presidente da autarquia daquela localidade, Luís Antunes, para quem La Vuelta “extravasa muito significativamente a dimensão desportiva” pela dimensão da caravana, de 3500 pessoas que se estima gastem diariamente 500 mil euros. A tudo isto junta-se ainda a transmissão televisiva para 190 países e ser vista previsivelmente por 500 milhões de telespectadores. Segundo Luís Antunes, esta prova é “um veículo de promoção e de valorização, desde logo em termos turísticos, e junto daquele que o principal mercado externo, o espanhol”.

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, destacou o alcance mediático da Vuelta e frisou que “não é fácil conseguir fazer esta promoção se não fosse através de uma prova desta envergadura”. As dez mil camas do município estão lotadas e o edil vincou que o maior retorno “é a promoção do território”.

O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, acentuou os “números avassaladores” da Volta a Espanha e a forma como vai permitir mostrar “um país inteiro”, não apenas a capital, contribuir para a “estratégia de desenvolvimento turístico do país”, para que seja “mais equilibrado” e a prova contribua para a “vantagem competitiva” de Portugal no sector, que ambiciona seja reforçado como um negócio “sustentado e sustentável”.

Pedro Machado acredita existir, em particular no interior, “abertura para continuar esta política de captação dos grandes eventos”. O governante acentuou que a Vuelta deste ano, que vai passar por quatro distritos e 21 concelhos, mas no futuro poderá ser mais abrangente. “Há mais municípios que gostariam de poder contar também com esta passagem da Vuelta. Este ano de 2024 foi possível estabilizar esta plataforma com estes. Quiçá se em 2025 não temos novidades”, acrescentou o secretário de Estado do Turismo.

O presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, enfatizou a capacidade de a Vuelta “alavancar a coesão territorial” e espera que seja “protagonista de geração de riqueza”.

O responsável do Turismo do Centro, Raul Almeida, sublinhou o papel do evento na “dinâmica que traz aos concelhos” por onde passa e a visibilidade em todo o mundo, mas nomeadamente em Espanha, “um mercado importantíssimo”.

O director-geral da Vuelta, Javier Guillen, destacou que a saída de Portugal contribui para “engrandecer” a competição, frisou que vai ser mostrada “a diversidade do país”, que a prova é “geradora de riqueza” e também uma plataforma de comunicação que “conta histórias” dos territórios ao longo das 21 etapas.

A 79.ª Volta a Espanha arranca em 17 de Agosto, com um contra-relógio de 12 quilómetros entre Lisboa e Oeiras. A segunda etapa ligará Cascais a Ourém, no total de 191 quilómetros, com a última tirada em solo nacional, a terceira, a percorrer 182 entre Lousã e Castelo Branco. A prova terminará em 8 de Setembro, em Madrid.

Esta será a segunda vez que a competição começa em Lisboa, depois de o mesmo ter acontecido em 1997, para promover a Expo98, que se realizou na capital portuguesa, e é a quinta vez que tem a etapa inaugural fora de Espanha.

3ª Etapa:

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