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Município da Guarda firma protocolo para apoiar produção artesanal dos cobertores de papa

Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, quer reforçar condições para manter viva a produção artesanal daquele produto identitário.

A Câmara Municipal da Guarda vai celebrar um protocolo de colaboração com a Associação “O Genuíno Cobertor de Papa” para apoiar a produção daquele produto endógeno, segundo foi aprovado na reunião do executivo municipal de 26 de Maio.

O acordo prevê a atribuição de um apoio anual de 7500 euros à associação, sediada em Maçainhas, permitindo aumentar a produção dos cobertores de papa no único local onde este produto ainda é confeccionado de forma tradicional e artesanal. A autarquia compromete-se ainda a designar os necessários funcionários municipais para executar tarefas ligadas a este produto. Como contrapartida, a associação terá de fornecer anualmente trinta cobertores de papa, durante a vigência do protocolo. Deverá ainda colocar o logotipo do Município da Guarda em material promocional do Cobertor de Papa, bem como em exposições e feiras.

O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, salientou que o município tem uma responsabilidade acrescida e sublinhou a intenção de “incentivar e dar mais condições à produção daquele produto que faz parte da identidade e matriz cultural do território”.

Recorde-se que, em Agosto de 2023, Maria do Céu Reis, presidente da associação, referiu que “é um produto humilde e simples, como os pastores e as gentes que sempre o produziram”. A artesã sublinhou que “o cobertor de papa é único a nível mundial. É um produto artesanal, sempre foi”.

A lã churra das ovelhas é fiada e tecida num tear de forma manual. A peça vai ao pisão para lavar e depois à máquina de cardar para puxar o pelo, sendo depois seca ao sol. Mas assegurar a sua continuidade não está a ser fácil.

Maria do Céu Reis apontou que “falta tudo”. Falta mão-de-obra e falta a certificação para garantir a autenticidade do produto. Para a artesã, a certificação não é o mais importante, mas reconheceu que “é a única saída que resta para provar que o produto é artesanal”.

No entanto, a certificação “é cara” e a associação não tem verba para concluir o processo. “São necessários quase 30 mil euros e depois temos de pagar mais 4.500 euros por ano para usar o selo. É preciso um apoio para se poder fazer isto”, admitiu Maria do Céu Reis.

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