Home - Opinião - Nas recentíssimas Eleições para Presidente da República: extrema-direita e Ventura derrotados! Autor: Carlos Martelo

Nas recentíssimas Eleições para Presidente da República: extrema-direita e Ventura derrotados! Autor: Carlos Martelo

Então, saboreemos o momento de satisfação – “posto que seja infinito enquanto dure” – proporcionado pelo bom resultado da recentíssima eleição para presidente da República Portuguesa!  E de alívio também.

Seguro venceu estas eleições com o dobro dos votos do seu adversário que, fazemos votos, tendo sido adversário eleitoral continue sendo também adversário político.

Eu cá votei contra ventura e seus projetos políticos e de poder pessoal. Votei contra os projetos da extrema-direita. E para isso votei conscientemente no quadradinho onde pontificava o próximo presidente da República Portuguesa. Fico satisfeito com a opção!

Mas a luta – e a unidade – têm que continuar! Para isso, que aliás é muitíssimo, também é necessário resolver pelo menos alguns dos maiores problemas do pessoal! Condição que, porém, não se alcança com estas políticas governamentais. Quer dizer, é primeiro necessário mudar de políticas públicas.  Nisto, estou pessimista no presente mas otimista quanto ao futuro. É que, simplesmente, não há outra alternativa com saída democrática para a crise, aliás como já antes se dizia e eu continuo a dizer agora.

Com estes resultados eleitorais, do ponto de vista pessoal pelo menos, Seguro tem a sua «vingança» sobre António Costa que, recorde-se, há uns 10 anitos atrás o correu de secretário-geral do PS para se lá sentar ele até «se pirar», todo contente, para Bruxelas enquanto Presidente do Conselho Europeu…         E agora, muito a iniciativa própria também, aí temos Seguro na Presidência da República!   A diferença entre o movimento de cada um, vamos dizer, é que se Costa caiu para cima…Seguro sobe para cima depois de ter caído para baixo… Mas estas peripécias são secundárias em relação ao essencial.

E como já assinalei, reafirmo que Montenegro e o PSD acabam de cometer um grave erro estratégico ao pretenderem acarinhar ventura não indicando orientação de voto em Seguro.

A propósito, repare-se na intensa propaganda adaptada por ventura em torno da sua suposta «liderança da direita» e papagueada pela grande comunicação social logo após a magnitude da sua derrota eleitoral, a 8 de Fevereiro.

No contexto, assumam, Montenegro e o PSD que ainda o segue, que politica e partidariamente ventura e o Chega só vão ser governo caso esvaziem o PSD ou que o PSD se deixe esvaziar, circunstâncias que darão o mesmo resultado negativo para PSD.  Por este caminho agora tomado por Montenegro, é o PSD que se vai perder mesmo numa viagem que se pode antever como curta em espaço e tempo.  É preocupante.

Mas a Luta e a convergência política vão ter que continuar! Em defesa da Democracia e da decência cívica!!

 Ventura tem alguma razão quando diz terem sido «todos contra ele», embora um dito destes também possa surgir por ele «ter mais olhos que barriga». No imediato, vai ter um adversário incómodo dentro do seu espaço de influência mediática.  É o tal Cotrim de Figueiredo que praticamente saiu da campanha eleitoral para comentador televisivo residente. E vai servir-se disso em proveito próprio, inclusive político onde concorre com ventura. É entretanto bom que se agudizem as suas contradições. Veremos…

Porém, do lado da Democracia e da pura decência cívica, é muito mais decisivo que os Democratas consequentes sejam capazes de se unir e de convergir em novas ações e objetivos.  Não, não se pode admitir que essa convergência dos Democratas «só» aconteça quando para ela somos «obrigados» pela ameaça iminente de ventura!  Por isso, unidade e convergência não são meras «táticas» a observar.  São verdadeiros objetivos estratégicos!  Ou, então, ventura «só» pára no governo e ainda mais depressa do que se imagina agora.  «Vade retro!» …

Carlos Martelo

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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