Apesar dos maus cheiros estarem relativamente amenizados, o correiodabeiraserra.com este ontem nas imediações daquele equipamento das Águas do Zêzere e Côa, e verificou que à saída da ETAR – onde era suposto sair uma água cristalina –, a linha de água que vai desaguar ao Ribeiro de Cavalos tem uma cor negra e corre com muita espuma.
“Eu já tive gado, mas deixei-me disso porque os animais não podiam beber a água do ribeiro”, referiu a este diário digital um septuagenário que andava nas lides agrícolas a escassos metros da ETAR e recordando os tempos em que a velha estação de tratamento da Câmara Municipal – já desactivada – lançava diariamente um enorme caudal de esgotos no Ribeiro de Cavalos. “Agora puseram cá esta, mas continua a cheirar mal. Há para aí qualquer problema”, sublinhou ainda aquele agricultor.
Este diário digital já confrontou a empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC) com a situação, mas a AZC, que no passado mês de Julho invocou o problema de “descargas ilegais” e da falta de energia, garantiu ao CBS online que a situação estava a ser “ultrapassada”. Não é o que se passa.
Os problemas continuam e – conforme documenta a imagem –, nos terrenos adjacentes à ETAR existem várias áreas cultivadas e alguns rebanhos a pastar.
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